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2.2 COMPETÊNCIAS POR ÁREA
• Cooperar com os companheiros para o alcance do objectivo dos Jogos Desportivos Colectivos, realizando com oportunidade e correcção as acções técnico-tácticas elementares em todas as funções, conforme a oposição em cada fase do jogo, aplicando as regras, não só como jogador, mas também como árbitro.
• Compor, realizar e analisar, da Ginástica, as destrezas elementares de acrobacia, dos saltos, do solo e dos outros aparelhos, em esquemas individuais e/ou de grupo, aplicando os critérios de correcção técnica, expressão e combinação, e apreciando os esquemas de acordo com esses critérios.
• Realizar e analisar, do Atletismo, saltos, lançamentos, corridas e marcha, cumprindo correctamente as exigências elementares, técnicas e do regulamento, não só como praticante, mas também como juiz.
• Realizar com oportunidade e correcção as acções técnico-tácticas elementares dos jogos de raquetas, garantindo a iniciativa e ofensividade em participações «individuais» e «a pares», aplicando as regras, não só como jogador, mas também como árbitro.
• Realizar com oportunidade e correcção as acções do domínio de oposição em actividade de combate, utilizando as técnicas elementares de projecção e controlo, com segurança (própria e do opositor) e aplicando as regras, quer como executante quer como árbitro.
• Utilizar adequadamente os patins, em combinações de deslocamentos e paragens, com equilíbrio e segurança, realizando as acções técnico-tácticas elementares em jogo e as acções de composições rítmicas «individuais» e «a pares».
• Apreciar, compor e realizar sequências de elementos técnicos elementares da Dança em coreografias individuais e ou em grupo, aplicando os critérios de expressividade, de acordo com os motivos das composições.
• Praticar e conhecer jogos tradicionais populares de acordo com os padrões culturais característicos.
• Realizar percursos de nível elementar, utilizando técnicas de orientação e respeitando as regras de organização, participação, e de preservação da qualidade do ambiente.
•
Deslocar-se com segurança no meio aquático, coordenando a respiração com as acções propulsivas específicas das técnicas seleccionadas.
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QUADRO 2 - COMPOSIÇÃO CURRICULAR
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1.º Ciclo |
Matérias |
2.º Ciclo |
3.º Ciclo |
10.º ano |
11.º/12.º anos |
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Jogos |
Avançado |
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Jogos Desportivos Colectivos |
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Futebol |
Elementar |
Parte Avançado |
Parte Avançado |
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Voleibol |
Parte Elementar |
Parte Avançado |
Parte Avançado |
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Basquetebol |
Introdução |
Parte Avançado |
Parte Avançado |
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Andebol |
Parte Introdução |
Elementar |
Elementar |
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Gin. no Solo |
Parte Elementar |
Parte Avançado |
Parte Avançado |
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Gin. de Aparelhos |
Parte Elementar |
Elementar + Parte Avançado |
Elementar + Parte Avançado |
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Gin. Acrobática |
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Parte Elementar |
Elementar |
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Gin. Rítmica |
Introdução |
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Atletismo |
Introdução |
Parte Avançado |
Parte Avançado |
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Raquetas |
(Raquetas madeira) |
Elementar |
Elementar |
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Patinagem |
Parte Elementar |
Elementar |
Elementar |
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Dança |
Parte Elementar |
Elementar |
Elementar |
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Orientação |
(Perc. na Natureza) |
Introdução |
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Jogos |
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(Prog. de escola) |
(Prog. de escola) |
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Luta |
Introdução |
(Desp. de Combate) |
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Matérias Alternativas |
Campismo/Pioneirismo, Canoagem, Cicloturismo, Corfebol, Corridas em Patins, Danças Sociais, Danças Tradicionais Portuguesas, Aeróbica, Golfe, Hóquei em Patins, Hóquei em Campo, Jogo do Pau, Judo, Montanhismo/Escalada, Natação, Orientação, Prancha à vela, Râguebi, Softebol/Basebol, Ténis de Mesa, Ténis, Badminton, Tiro com Arco, Vela, etc. |
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Neste quadro de composição curricular não aparece a área «treino das capacidades físicas», nem as que representam os «conhecimentos» e as .«atitudes». Segue-se o princípio de que essas áreas deverão ser tratadas não só como características ou elementos intrínsecos à actividade motora dos alunos, mas também, através da exercitação e exigências específicas em todas as aulas, qualquer que seja a matéria/tema principal da aula (e obviamente de maneira adequada a esse tema, quer como condição ou complemento de aprendizagem, quer como compensação ou «contraste»).
Os diferentes níveis das matérias encontram-se situados no curso segundo alguns princípios que interessa explicitar:
O Futebol é introduzido desde cedo, pois é a modalidade cujas características técnicas (e regras) são mais conhecidas dos alunos, além de que dificilmente os alunos podem bloquear o jogo por egocentrismo na posse da bola; é o jogo desportivo em que mais alunos apresentam aptidão ou em que importa desde cedo cativar as raparigas e assegurar que elas adquiram competências básicas, nomeadamente as que dizem respeito à dissociação motora dos apoios, no jogo de deslocamento concomitante com o domínio da bola, que são de grande importância na formação da plasticidade ou disponibilidade para a realização de acções complexas.
A formação das competências básicas do Voleibol também é proposto desde o 1.º ciclo, pois exige uma fase de introdução prolongada para viabilizar o jogo com características formais e técnicas. Por outro lado, apresenta um grande potencial de desenvolvimento global, pela habilidade de posicionamento para adaptação às trajectórias da bola e pelo próprio deslocamento sem controlo visual do solo, sendo também de referir a exigência de repulsão da bola característica desta matéria, que nas suas variantes técnicas constitui um excelente meio de aperfeiçoamento do controlo motor e da deliberação táctica.
A aprendizagem dos «fundamentos» dos jogos de « invasão», em que se agarra e dribla a bola, Basquetebol e Andebol, deve também ser assegurada na prática de "jogos infantis" ou em formas de jogo de preparação («jogos pré-desportivos»), adequadas aos dois últimos anos do 1.º ciclo e ao 5.º ano, preparando as bases de aptidão individual necessária a uma prática do «jogo formal» vocacionada para o aperfeiçoamento dessa prática (em equipa) e do próprio aluno.
A Ginástica introduz-se desde o 1.º ciclo, recebendo uma carga mais significativa do 3.º ao 8.º anos, pois esse é o período favorável (em termos de desenvolvimento motor e características morfológicas) para aceder a nível elevado de desempenho e de aprendizagem das habilidades mais complexas nesta área.
O Atletismo, pelo contrário, pelas características das suas habilidades (fechadas) e das suas formas (provas de performance dependente de níveis de desenvolvimento das capacidades físicas condicionais), admite que se lhe atribua maior carga horária nos anos «do meio para o final do curso», quando essas formas revelam interesse face às características e necessidades de desenvolvimento físico, devendo o tratamento das matérias desta área, nos anos anteriores, centrar-se na dimensão técnica (habilidades).
A Patinagem é introduzida logo no 1.º ano (na área de «Deslocamentos e Equilíbrios», 1.º ciclo), pois, nessa altura, poderão ser facilmente aprendidos os seus fundamentos, que se caracterizam pela exploração de um padrão motor próprio («patinar»), para se obter maior repercussão no desenvolvimento global do sujeito, aumentando as dificuldades e custos (de tempo e emocionais) à medida que as crianças crescem e estabilizam os seus hábitos, seguranças e repertório motor.
Os objectivos de Orientação, como actividade formal, estão situados no final do 7.º ano, baseando-se em experiências prévias de familiarização com o campo, o bosque, a praia, etc., e preparando actividades de ar livre mais complexas nos anos seguintes, obviamente asseguradas no tempo extracurricular, pelas exigências e condições próprias para a sua prática.
Os objectivos da Luta estão situados no 5.º e 6.º anos como etapa de maior complexidade de jogos de oposição e baseando opções dos alunos pela prática dos desportos ou jogos tradicionais de combate no que diz respeito a atitudes, organização e aptidão técnico-táctica. Também aqui se atende, especialmente, às características do desenvolvimento motor, social e emocional das crianças.
A posição das exigências de domínio dos Jogos de raquetas (Badminton e outras) nestes quadros, justifica-se por argumentos semelhantes aos da Luta, e também por admitir uma variedade de jogos e experiências «pré-desportivas", sem por isso implicar uma carência essencial no conjunto das capacidades coordenativas, nem o impedimento (no caso de opção dos alunos) do aprofundamento posterior dessa matéria.
A Dança surge ao longo do curso de Educação Física, pois o tratamento desta área, tão importante, deve permitir uma progressão da qualidade de prática e dos seus efeitos, de acordo com as possibilidades dos alunos na composição, na interpretação (técnica) e na apreciação. Essas possibilidades são suscitadas pelo desenvolvimento global do aluno, para o qual a Dança deve também contribuir, pois inclui uma variedade de actividades acessíveis, quanto aos recursos necessários, e de amplo significado para a sensibilidade dos alunos.
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