|
NOTÍCIAS DA ARTE |
PERCURSOS |
|
|
|
|
Relevo Egípcio, Akhenaton |
|
Outras obras da época |
|
|
Identificação
|
Baixo-relevo
policromado, sobre calcário, altura: 1,3 m, datado do Império Novo, XVIII
dinastia, proveniente do túmulo do faraó em Tell-el-Amarna. |
|
Tema/Assunto
|
O
faraó Akhenaton oferecendo flores de papiro ao deus
Aton, o globo solar, que inunda o rei com os seus raios. Este tema (família
real em adoração a Aton) faz parte de um conjunto de temas desenvolvidos pelos
artistas amarnianos, que são (além do citado): a família real na intimidade;
a visita ao templo; e a recompensa em ouro
aos altos funcionários da Corte.
|
|
Análise
das formas e características da representação:
|
O
artista amarniano não segue a
representação convencional de rigidez, solenidade , robustez idealizada e
impessoal dos corpos e rosto dos faraós. Respeita-se o princípio da variação de tamanho
e colocação mais dianteira do faraó: atrás dele uma outra figura, de tamanho
mais reduzido, oferece também flores. As figuras apresentam-se segundo a lei da frontalidade
e o artista procura, como foi estabelecido na arte egípcia, associar vários
pontos de vista, de modo a mostrar o máximo da cena
no seu conjunto
|
|
Simbologia
|
O
disco solar com os raios estendidos oferece protecção ao Faraó. Mãos saem
dos raios, estendidas para o que parece ser uma mesa de oferendas, e algumas
dessas mãos seguram a cruz ankh, símbolo
da vida. Um dos raios traz o ankh até
às narinas do faraó, simbolizando o sopro da vida, a inspiração divina. Pode
também ver-se a serpente – antigo símbolo do poder real - que geralmente
circunda Aton e que indica a sua importância suprema |
|
Cores: |
Apresenta vestígios de cor, com as quais se acentuava o realismo dos relevos |
|
Técnica:
|
baixo-relevo em profundidade (ou relevo
rebaixado): as figuras são cercadas por um contorno mais profundo. A sombra do
sulco dá ao relevo mais realce e protecção. É uma técnica mais adaptada às
paredes exteriores. As figuras eram previamente desenhadas segundo o método das
quadrículas: neste período a figura ocupa 22 e não as 18 quadrículas
convencionais até então. O resultado é o alongamento da figura
|
|
Composição:
|
As figuras são delimitadas por hieróglifos, que
identificam o faraó e se relacionam com o motivo representado. Mostram, ao
mesmo tempo, a tendência da arte egípcia de preencher todos os espaços vazios
|
|
Contexto histórico
|
| página de índice | topo |