Jogam duas equipas de três a seis crianças, sendo ainda
precisa outra criança que será a mãe. É necessário um espaço que tenha uma
parede ou muro. É importante que as equipas sejam homogéneas em termos de
peso corporal.
Cada equipa tem um capitão, que efectua o sorteio para determinar qual a
equipa que começa a saltar e a que irá amochar, junto à mãe. O capitão da
equipa que amocha posiciona-se junto à mãe, dobrando-se para a frente e
colocando a cabeça nas mãos desta, à altura da sua barriga. Abraça ainda a
cintura da mãe. Todos os restantes colegas de equipa, colocam-se uns atrás
dos outros, dobrados para a frente e agarrados à cintura do da frente.
Enquanto isso, a equipa que vai saltar posiciona-se a cerca de cinco metros
e por ordem, (em primeiro o capitão). O capitão, que vai saltar em primeiro
lugar, grita: “Aí vai aço”, ou, “Aí vai alho” e corre em frente, na direcção
da equipa amochada. Salta então para as costas dos elementos dessa equipa,
indo o mais para a frente possível. Depois de cair em cima dos amochados,
não pode fazer mais nada, a não ser agarrar-se. Não pode colocar-se mais
confortavelmente, ou mudar de posição. De seguida salta outro, gritando o
mesmo e assim sucessivamente, até todos saltarem.
Quando todos estão em cima da equipa amochada, a mãe vigia para ver se algum
dos que saltaram se mexe ou ri, ou seja, “ver os dentes”. Se tal acontecer,
grita: “Eu vi, nome de quem viu e a fazer o quê”. Logo, as equipas trocam de
papéis. Se o jogo se arrastar por algum tempo, a mãe pode tentar fazer rir
os que estão em cima, fazendo caretas, contando algo engraçado ou
ridicularizando alguma criança. Tal para provocar a mudança dos papeis
desempenhados pelas equipas.
Também trocam de funções se alguma criança cair abaixo
dos amochados porque, ao saltar, ficou mal colocada. Se, ao saltar, alguém
se esquecer de avisar: “Ai vai aço”, as equipas trocam de funções. Se a
equipa que está amochada cair (arrear), repete-se o jogo com as equipas nas
mesmas funções.