Centro de Formação

de Entre Paiva e Caima

FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES À DISTÂNCIA

Oficina de Formação - “DESENVOLVIMENTO DE EXERCÍCIOS EDUCACIONAIS MULTIDISCIPLINARES PARA A INTERNET E INTRANET" (AF24 - 2003)

Bernardino Eugénio da Cruz Jorge

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Trabalho final 1

 

ROTEIRO VIRTUAL - Um dia em Torres Vedras

 
   

Introdução

Algumas escolas do concelho de Torres Vedras participam em diversos projectos educativos com outras escolas, nacionais e europeias.

Dar aos alunos - participantes neste projectos - o conhecimento de Torres Vedras é o propósito deste trabalho. Deste modo poderão contribuir para a organização e dinamização de visitas de estudo a Torres Vedras e aos concelhos limítrofes. Por outro lado poderão divulgar "a nossa terra" aos estudantes estrangeiros que visitam as escolas da região.

Pretendeu-se integrar num Website um conjunto de documentos e de ligações úteis que permitam (aos alunos) o conhecimento integrado de Torres Vedras através de uma consulta orientada.

Como continuação deste trabalho surgirá a sua tradução em outras línguas: francesa e inglesa.

 
   

Um dia em Torres Vedras

(clique para ampliar a foto)

Torres Vedras  está situada a 39º 10´ de latitude e a 9º 3´ de longitude, à distância de 57 Kms da cidade de Lisboa, na direcção quase recta para o norte; da cidade de Mafra 28 Kms, quase na mesma direcção em que se encontra Lisboa; 14 Kms da costa atlântica e 35 Kms do rio Tejo a norte de Torres Vedras. Relativamente perto da cidade, existem os concelhos de Lourinhã, Peniche, Bombarral, Óbidos e Caldas da Rainha; para o sul localizam-se os concelhos de Alenquer e Sobral de Monte Agraço.

 

Torres Vedras é um dos destinos preferidos no Entrudo, já que os seus festejos de Carnaval são conhecidos por todo o país. Numa zona onde o urbano bordeja o rural, a cidade é também referência quando se fala de bom vinho. A cerca de 40 minutos de Lisboa, o acesso à cidade pode ser feito de comboio, partindo da estação do Rossio, com transbordo no Cacém, ou pela auto-estrada (A8), permitindo a um automobilista realizar esta distância em 30 minutos.

À chegada a Torres, é um aqueduto que recebe o viajante. Datado de 1561, tem duas ordens de arcos, que se estendem por mais de dois quilómetros. Após passar sob as arcadas, chega-se à Ponte do Rei, a que se segue a Rua Gomes Leal.

Comece por visitar o Forte de São Vicente, que viveu um dos mais importantes momentos da história do nosso país, resistindo às invasões francesas como parte das Linhas de Torres. Num monte próximo, fica o Castelo de Torres Vedras, que também integrou aquela linha defensiva. No interior das suas muralhas situa-se a Igreja de Santa Maria.

Ao sair do castelo, o destino natural é o centro histórico. Nesta parte da cidade, estão concentrados o comércio, as casas mais antigas e os locais de maior interesse turístico. No centro da Praça Wellington, vê-se o Chafariz dos Canos, o monumento mais característico de Torres Vedras. Não muito longe, ficam as igrejas de São Pedro e da Misericórdia, esta na Rua Serpa Pinto. A Praça 25 de Abril, com jardim calmo, dá para o Convento de Nossa Senhora da Graça e o Museu Municipal.

No regresso, tomando o mesmo caminho, após passar sob o aqueduto, encontrará as Termas dos Cucos: um local paradisíaco, onde o contacto com a natureza é total. Qualquer pessoa pode transpor a majestosa alameda ladeada por árvores e campos verdes e ir até ao encantador jardim.

Termina aqui a nossa proposta de uma visita de um dia a Torres Vedras. Uma saída em grande, e um convite para que volte sempre.

Caso possa gozar de mais um dia em Torres Vedras saia em direcção às suas praias.

 


 

 

Lisboa

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Com os seus inúmeros monumentos, museus e bairros antigos, Lisboa também se transformou, nas últimas décadas, numa capital cosmopolita com um importante calendário cultural, espectáculos variados (da música clássica e concertos rock às mais tradicionais touradas e desafios de futebol), uma vida nocturna animada (com as discotecas e bares à beira-rio, por exemplo) e grandes centros comerciais de lojas modernas.

Espreguiçando-se sobre colinas na margem norte do estuário do Tejo, orgulha-se a cidade dos seus dias de glória durante a época dos Descobrimentos, como se pode ver em monumentos como o magnífico Mosteiro dos Jerónimos, do século XVI, e a emblemática Torre de Belém, pequena fortaleza sobranceira ao Tejo que se tornou um símbolo da era de expansão lusitana.

Muitos outros monumentos e museus históricos merecem uma visita, como o Castelo de São Jorge (que data da ocupação árabe e oferece uma vista magnífica sobre a cidade), o Museu Nacional de Arte Antiga (onde um palácio do século XVII abriga a maior colecção de pintura em Portugal), a Sé e igrejas como a de São Vicente de Fora.

Bairros antigos, como Alfama e o Bairro Alto, mantêm a sua fascinante paisagem de casas pitorescas e ruelas íngremes, mas agora abrigam restaurantes e bares na moda, ou ainda as casas de fado onde esta canção típica de Lisboa é cantada ao som das guitarras.

Empreendimentos mais modernos, como o Centro Cultural de Belém (com concertos, espectáculos e exposições), ou a área onde se realizou a Expo´98 , com o seu oceanário gigante, ilustram novas tendências no âmbito da arquitectura e da diversão.

 

Forte de São Vicente

O Forte de São Vicente fez parte das Linhas de Torres, o anel de defesa de Lisboa face às invasões francesas.
No início do século XVIII, Napoleão entrou em conflito com a Inglaterra e invadiu diversos países europeus, tentando impor um bloqueio continental, com o qual pretendia isolar e paralisar o inimigo. Portugal, que sempre foi aliado de Inglaterra, desafiou o bloqueio. Em consequência, as tropas francesas invadiram Portugal e a família real partiu para o Brasil, sob orientação do inglês Wellington, que ficou provisoriamente a governar o nosso país.
Após a retirada dos franceses, os ingleses, temendo que os gauleses voltassem com a palavra atrás (o que eles fizeram duas vezes...), mandaram edificar um eficiente sistema de fortificações de campo: as Linhas de Torres. Tratava-se de uma tripla linha de redutos de alvenaria, que reforçavam os obstáculos naturais dos terrenos, formando uma barreira delimitada pelo rio Tejo e pelo oceano Atlântico: a primeira linha tinha 46 km de extensão e ligava Alhandra à foz do rio Sizandro; a segunda, com 39 km, ia da Póvoa de Santa Iria a Ribamar; a terceira, com apenas três quilómetros, unia Paço de Arcos à Torre da Junqueira.
É na segunda linha que se integrava o Forte de São Vicente, num dos montes mais altos do vale onde se situa a cidade. É formado por um conjunto de fossos, trincheiras e posições de fogo. Começado a construir em 1809, foi um elemento-chave para a derrota das tropas francesas.

 

Castelo de Torres Vedras

Construído inicialmente pelos alanos, foi mais tarde ampliado pelos mouros e reparado por diversas vezes às mãos de diferentes monarcas, como Dom Fernando e Dom Manuel I; após o terramoto de 1755, ficou a precisar de novas reparações, mas estas nunca foram feitas. Mais tarde, fez parte das Linhas de Torres, e em 1846 serviu de quartel às tropas do conde de Bonfim, o que agravou o seu estado de conservação, devido à explosão do paiol de pólvora. As suas muralhas abrigam a Igreja de Santa Maria.



Igreja de Santa Maria

Classificada como monumento nacional, é uma igreja de fundação muito antiga, com uma só nave. Na fachada exterior, pode ver-se o que outrora foi um portal românico. Os altares são em talha dos finais do século XVIII. Entre os seus tesouros, contam-se quadros quinhentistas de Gregório Lopes. É um local muito romântico, rodeado pelas muralhas do castelo e pelos jardins, pelo que o templo é frequentemente escolhido para a cerimónia do matrimónio. Fica no interior das muralhas do Castelo de Torres Vedras.

 

 

Chafariz dos Canos

O Chafariz dos Canos é o monumento mais característico de Torres Vedras. A sua construção é do início do século XIV, mas foi reconstruído em 1561, pela infanta Dona Maria, e restaurado em 1831. Tem um pavilhão coberto por uma abóbada, e a sua fachada possui arcos ogivais. No interior, há um tanque com duas bicas de estilo barroco.

 

Mafra

(cilcar para ampliar a foto)

 

A vila de Mafra é dominada pelo Convento, um vasto monumento que incorpora um mosteiro, um palácio real e uma igreja, com cerca de 880 divisões e 300 células de monges.
Iniciado em 1717 por ordem do rei Dom João V, assinala o começo do estilo barroco português, tendo levado 38 anos a construir, com a ajuda de mais de 50 mil trabalhadores.
Particularmente dignos de admiração são os seus dois carrilhões (de 114 sinos cada) e seis orgãos, únicos no Mundo, a estatuária de mestres italianos e a magnífica biblioteca, com mais de 40 mil volumes encadernados a couro e ouro.
O mesmo monarca criou a Tapada Real de Mafra, onde os membros da família real costumavam caçar veados e javalis. Hoje, é uma reserva natural que oferece um contacto privilegiado com a Natureza (lobos, veados, javalis e raposas coexistem em harmonia com uma flora diversificada).
Perto de Mafra, as belas praias da Ericeira merecem uma visita, assim como a própria vila: uma antiga povoação de pescadores que mantém as suas tradições, embora seja invadida no Verão tanto por portugueses como por estrangeiros, os quais enchem as esplanadas e restaurantes (onde abunda o marisco fresco) do velho centro da vila, empoleirada sobre altas falésias que enfrentam o mar.
Também na região, a pequena vila rural da Malveira oferece uma grande a animada feira nas manhãs de quinta-feira; na povoação de Sobreiro, pode apreciar-se a aldeia em miniatura, reproduzindo em todos os detalhes casas, quintas, ribeiros e moinhos, criada por José Franco.

 

Rio Tejo

Vista por satélite (clique para ampliar)

Torre de Belém (clique para ampliar)

O Tejo nasce na serra de Albarracin em Espanha a cerca de 1600m de altitude, estende-se ao longo de 1100km dos quais 230 km são em território português. Num país de grande diversidade paisagística e onde em poucos quilómetros tudo se altera, o estuário do Tejo possui uma dimensão que se perde de vista. A caminho da foz, entre Santa Iría e Alcochete, o nosso Tejo torna-se largo como um mar - o Mar da Palha - para depois ficar apertado entre as colinas de Lisboa e as arribas da outra banda. No Mar da Palha, a grande intrusão das marés e a grande extensão de aluviões, proporcionam todo o tipo de habitats - salinas, sapais, prados e pastagens de Lezíria, caniçais e muitas outras formações de vegetação. Este variadíssimo leque de habitats e a localização geográfica do estuário, situado na rota por onde migram a generalidade das espécies de aves aquáticas da Europa que invernam na Península Ibérica, fazem do estuário do Tejo uma das mais importantes zonas do país em termos avifaunisticos.

 

Lourinhã

Lourinhã fica na Região de Turismo do Oeste, no extremo sul da chamada Costa de Prata, a pouco mais de sessenta quilómetros de Lisboa. A partir de Lisboa poderá vir pela auto-estrada A8, saindo a norte de Torres Vedras.

Concelho do litoral da Região Oeste, com 146 km2 e cerca de 23.000 habitantes, distribuídos por 11 freguesias, está hoje servido de excelentes acessibilidades.

É a Lourinhã, com a marca da sua paisagem, das suas praias, dos seus moinhos, da sua história que espreita pela janela do Forte de Paimogo, exemplar valioso da arquitectura militar do sec. XVll.

Na Lourinhã existem fosseis e ovos de dinossauros; todo este espólio paleontológico encontra-se em exposição no Museu GEAL, local de visita obrigatória para quem passa por esta região do oeste.

 

Peniche

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Berlengas (clique para ampliar)

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A cidade de Peniche, sede do concelho, situa-se no Cabo Carvoeiro, a 13 metros de altitude. É uma cidade de pescadores, sendo um importante centro piscatório. Esta península, forma duas enseadas ou baías, possuindo belas praias. Faz ainda parte do município as Berlengas ou Ilha da Berlenga, situada a sete milhas a NNO do Cabo Carvoeiro.

Antiga e pequena ilha, hoje ligada ao continente, formando uma interessante península. Importante cidade de pescadores com muralhas austeras e Fortaleza. O colorido e o pitoresco movimento dos barcos de pesca. O Cabo Carvoeiro com as suas originais formações rochosas. Praias solarengas.
Gastronomia: Lagosta suada, açorda de marisco, caldeiradas de peixe, sardinha assada. Doces- Amigos de Peniche, Pasteis de Peniche.
Tempos livres: desportos náuticos, grande zona de surf, barcos de recreio, pesca, mergulho desportivo, discotecas e piscinas, festa anual N.ª Senhora da Boa Viagem, com procissão no mar.
Artesanato: renda de bilros.
A visitar: fortaleza (séc. XVI-XVII); Museu; Igreja de N.ª Senhora da Conceição (séc. XVII); Igreja de N.ª Senhora da Ajuda (séc. XVI); Igreja de S. Pedro (XVII); Igreja da Misericórdia (séc. XVI); faina da pesca; parques e jardins, Cabo Carvoeiro e Santuário dos Remédios com azulejos do séc. XVIII, Grutas da Furninha, Passos de D. Leonor, Pedra da Nau dos Corvos.
Nos arredores: Praias do Baleal, Consolação (climatismo) e S. Bernadino; Reserva Natural da Ilha da Berlenga; Atouguia da Baleia e Serra d'El Rei. Por todos estes lugares pode visitar: em Atouguia da Baleia - Igreja de S. Leonardo (séc. XIII); Igreja de N.ª Sr.ª da Conveição (séc. XVII); Fonte Gótica (séc. XV); Convento e Igreja S. Bernadino (séc. XV); Igreja da Misericórdia (séc. XVII); ruínas do castelo Medieval, pelourinho e Touril (séc. XIV). Em Serra d'El Rei - Igreja de S. Sebastião (séc. XVI); Paço Real (séc. XIV); Moinho de Vento da Serra.
Turismo: Peniche tem óptimas condições de hotelaria, restaurantes, parques de campismo, postos de turismo, Porto de Recreio e parques de diversões aquáticas, centro hípico.
Berlenga: Pequeno e encantador grupo de ilhas, situado acerca de 45 minutos de Peniche, frente ao Cabo Carvoeiro: Berlenga Grande, Estelas e Farilhões. De pureza primitiva e de águas transparentes este grupo de ilhas está constituído em reserva natural. A visitar: Grutas e Forte de S. João Baptista (séc. XVII) onde está instalada uma casa Abrigo. A Ilha tem uma área de campismo condicionada, restaurante com alojamento e um conjunto de casas de pescadores.

Rodeada parcialmente por muralhas do século XVI, Peniche depende quase inteiramente do mar. A indústria de pesca e o porto, os pescadores, as traineiras e as gaivotas configuram a atmosfera desta vila, assim como o seu casario branco dividido por ruas estreitas.
Não é de espantar que tenha excelentes restaurantes especializados em peixe fresco e marisco, além de proporcionar ao visitante a possibilidade de experimentar a pesca no mar alto.
No primeiro fim-de-semana de Agosto, durante as festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, as pessoas reúnem-se junto ao porto com velas acesas a fim de saudarem a imagem da Virgem que chega de barco.
Também é conhecida a habilidade demonstrada pelas mulheres dos pescadores na renda de bilros, seguindo uma antiga técnica oriental.
Os visitantes sentem curiosidade em visitar a Fortaleza, um forte do século XVI, sobranceiro ao mar, que era utilizado como prisão pelo antigo regime político, cuja ditadura foi derrubada em Abril de 1974.
A cerca de 2 km de Peniche, o Cabo Carvoeiro oferece um panorama espectacular do oceano e rochas de formas estranhas; no Baleal, há praias idílicas e bem conservadas.
Mas uma das principais atracções de Peniche é a possibilidade de viajar de barco até às ilhas Berlengas, um arqui
pélago rochoso onde a Natureza se encontra ainda em estado quase selvagem.
Esta reserva acolhe os ninhos de numerosas aves marinhas sobre os imponentes penhascos de granito vermelho, e é sempre um prazer explorar os seus recifes e grutas marinhas.

 

Igreja de São Pedro

Reconstruída no século XVI, tem um portal manuelino, mas o seu estilo é renascentista, e no topo ostenta as armas de Dom João III. No interior, apresenta três naves, onde se encontra um órgão do século XVIII, uma grande variedade de azulejos de diferentes épocas e esculturas dos séculos XVII e XVIII.

 

Igreja de Mesicórdia

Edificada em finais do século XVII, a Igreja da Misericórdia tem uma única nave e um coro. Nas paredes, podem ver-se belos azulejos do século XVII, e, nos tectos, frescos com as armas de Dom João V, em mármores pretos e couro pintado.

 

Convento de Nossa Senhora da Graça

O Convento de Nossa Senhora da Graça alberga actualmente o Museu Municipal de Torres Vedras e a sua mostra arqueológica e etnográfica. A Igreja do Convento, cujas obras de recuperação estão em fase de acabamento, é talvez o local que permanece mais fiel ao estilo e utilidade das suas origens.


 

Praias de Torres Vedras

Praia de Santa Cruz (clique para ampliar)

O litoral de Torres Vedras, com a presença do Atlântico Norte, encontra-se povoado de praias famosas. As arribas de rochas e espumas, bem como os areais deslumbrantes, convidam os veraneantes a usufruir das delícias das variadíssimas estações balneares que aqui encontram. É de destacar a praia  de Santa Cruz, de renome nacional para a prática do surf. 

 

Termas dos Cucos

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Situadas no conselho de Torres Vedras, distrito de Lisboa, em plena Região de Turismo do Oeste,
as Termas do Vale dos Cucos ficam a dois quilómetros da cidade de Torres Vedras na estrada de Runa
e Dois Portos.

As Termas do Vale do Cucos encontram-se a uma altitude de 33 metros acima do nível mar, rodeadas de pequenas colinas cobertas de matagais, árvores e vinhedos que limitam uma bacia quase circular, abrigada dos ventos e com uma temperatura média no verão de 25ºC. Trata-se de um microclima temperado, seco e saudável.

A história da utilização das águas e lamas dos Cucos remonta a 1746, quando o cirurgião do partido da mâmara de Torres Vedras, Máximo Moniz de Carvalho, as “pôs em uso na Medicina”.
Julga-se que este cirurgião tenha sido o primeiro médico a prescrever estas águas e lamas medicinais, mas o seu uso deve remontar a uma época muito anterior, pelos vestígios encontrados, nomeadamente uma antiga povoação romana junto às edificações da Quinta da Machêa da qual faz parte o complexo termal dos Cucos.

No princípio do século, várias foram as personalidades notáveis do meio médico e da sociedade que efectuaram tratamentos no Cucos das quais não podemos deixar de realçar Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina e certamente o expoente máximo da medicina em Portugal, e António José de Almeida médico e Presidente da República.
Egas Moniz escreveu a respeito destas Termas uma longa referência de que transcrevemos alguns extractos: “E ao lado de meu caso é indispensável recordar os muitos que há e eu tenho observado, em que os resultados têm sido extraordinários. Muitos gotosos que tinham as suas articulações imobilizadas e perdidas caminham hoje devido ao uso destas águas. Nas nevralgias artríticas as curas têm sido por vezes brilhantes. Um dos meus doentes que sofria de ciática que dificilmente cedeu a outros tratamentos, veio aqui encontrar uma cura completa.”

 

Bombarral

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. Bombarral, sede de concelho, situa-se numa fértil planície de aluvião, apenas a 50 metros de altitude, orlada de outeiros pouco elevados.

Concelho com povoamento recente, documentado desde a pré-história pelos achados arqueológicos das Grutas da Lapa do Suão e das Pulgas, Castros de São Mamede e Carvalhal. A Estação Arqueológica da Columbeira fica dentro dos limites da localidade que também ficou célebre por nela se ter travado, contra os franceses, a Batalha da Roliça. D. Afonso Henriques doa as terras do Bombarral aos monges de Císter que exerceram vasta influência nos métodos das técnicas agrícolas. Pertenceu mais tarde ao termo e Castelo de Óbidos. Região agrícola coberta de vinhas e pomares.

A visitar: a igreja de Madre de Deus( séc. XVII), Ermida de S. Brás (séc. XV), azulejos da estação dos caminhos de ferro, palácio dos Gorjões (séc. XVI), com jardins e Anfiteatro Cultural e o Museu Municipal (arqueologia, escultura).
Nos arredores: Santuário do Bom Jesus do Carvalhal, Igreja do Santíssimo Sacramento (séc. XVIII), ermida de Nossa Senhora do Socorro com bonitos azulejos ( séc. XVIII), Torre dos Lafetat (séc. XII), Solar dos Louridos, igreja Matriz da Roliça.
Todos os anos se realiza o Festival do vinho, Festival da música, Feira da Pêra Rocha, Semana Gastronómica.

 

 

Óbidos

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A Vila de Óbidos, sede de concelho, está inserida numa paisagem uniforme e pouco acidentada que se estende até à orla marítima. É uma vila museu, situada numa colina alongada e próximo da Lagoa de Óbidos. O concelho possuí ainda belas praias ao longo da costa atlântica.

Vila medieval, autêntico museu carinhosamente conservado, altivas e seguras muralhas, ruas tortuosas, casario branco e janelas cheias de flores. A cada passo, o encontro com tempos da corte.

Gastronomia: pratos típicos - caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, enguias fritas e de ensopado; doces - trouxas de ovos e lampreias das Gaeiras, alcaides, pegadas e pasteis de Moura; fruta - maças e laranjas. A pêra rocha como a mais qualificada fruta da Região Oeste atinge grande expressão na Região alta da Usseira, simultaneamente o maior centro de frio do País; vinhos e licores - graças ao seu reconhecido microclima, a região demarcada de Óbidos produz óptimos vinhos, dos quais se destacam os conhecidos vinhos de Gaeiras, assim como a ginja, cujo o licor se celebrizou como a bebida mais típica e tradicional de Óbidos.
Tempos livres: ar livre - passeios a pé e a cavalo e desportos náuticos; outros entretimentos bares típicos, casa de fados, discoteca e, ainda, biblioteca e museu. Com animação turística durante todo o ano em especial, no verão, o Festival da Música Antiga, a Semana Santa, e inúmeros concertos e exposições.
Artesanato: olaria, cerâmica, verguinha em cerâmica, trabalhos em vime, miniaturas de moinhos de vento, latoaria pintada, trabalhos em teares manuais e bordados de Óbidos.
A visitar: Castelo (fundado em 308 A.C.-Castro - e posteriormente reconstruído), Paço Real (séc. XVI); Igreja de Santa Maria (séc. XVI) com azulejos do séc. XVII; Igreja da Misericórdia (séc. XV-XVIII); Capela de N. S.ª de Monserrate (séc. XIII); Igreja de S. Pedro (séc. XVIII); Capela de S. Martinho (séc. XIV); Pelourinho, Igreja de S. João do Mocharro (em ruínas); Santuário do Senhor Jesus da Pedra (séc. XVIII); Aqueduto das Águas Livres (séc. XVI); Cruzeiro da Memória, Ermida da N.ª S.ª da Piedade, com azulejos do séc. XVIII e da N.ª S.ª da Graça (séc. XVIII); Museu; Galerias de Arte e Biblioteca.
Nos arredores: podem visitar-se muitos lugares, capelas, igrejas e solares antigos, como o convento de S. Miguel das Gaeiras, a Quinta do Furadouro e a Quinta das Janelas. A Lagoa de Óbidos é uma maravilha natural, onde se praticam quase todos os desportos aquáticos. É uma zona de praias de mar e lagoa das quais se destaca a do Rei Cortiço e de toda a falésia que se estende para sul. Ao nível turístico, a Lagoa oferece inúmeros atractivos naturais, quer à beira mar como no interior com a floresta de pinheiros. Turismo: A Lagoa e toda a zona de praia dispõe de restaurantes, sendo Óbidos todavia, uma Vila privilegiada a esse nível com unidades hoteleiras de grande categoria, assim como de Turismo de Habitação. Na Praia D´El Rei existe ainda um dos melhores campos de golfe da Europa.

 

Alenquer

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Lisboa, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A sede do concelho, conhecida por "Vila Presépio", situa-se a 40 quilómetros da capital Lisboa, . Com uma orografia bastante acidentada, o concelho é naturalmente limitado a Este pelo Rio Tejo e a Norte pela Serra de Montejunto.

Vetusta e pitoresca Vila conhecida como a "Vila Presépio" espectacular anfiteatro de casario ao redor de um velho castelo.
A visitar: na vila ruínas do antigo Castelo (séc. XIII), Igreja de S. Pedro com o Túmulo de Damião de Góis (séc. XVI), Igreja da Misericórdia (séc. XVII), Convento de S. Francisco (séc. XIII), Museu Hipolito Cabaço, com mais de 40 mil peças de arqueologia.
Nos arredores: Igreja de Stª. Quitéria de Meca (séc XVIII) Meca, Pelourinho (séc. XVI), Casa da Rainha e capela do Espírito Santo - aldeia Galega, Convento de Nª. Sª. da Visitação (séc. XVII), Capela da Misericórdia, em Vila Verde dos Francos, Convento de Stª. Catarina da Carnota (séc. XV) - Refugidos, Igreja de Nª. Sª. dos Prazeres, em Merceana, Igreja de Santa Maria Madalena, em Aldeia Gavinha (séc. XVI), Castro da Pedra de Oiro - Pedra de Oiro.
Feiras: Feira Infantil - Abril, Feira da Ascenção - Feriado Municipal, Feira da Uva de Mesa do Vinho e do Cavalo - Setembro.
Gastronomia: Bons vinhos brancos e tintos - regionais.
Artesanato: Loiças de barro, Cantaria, Mármores decorativos e Cestaria.
Turismo: Turismo Espaço Rural, Serra de Montejunto. Religioso: Peregrinação - Sãozinha - Dia 6 de Junho. Tradições: Cantar dos Reis.

 

Sobral de Monte Agraço

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Lisboa, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A sede do concelho situa-se a 40 quilómetros da capital Lisboa, rodeada de campos de cultivo e encostas verdejantes, sendo o centro de uma importante região vinícola. 

Por montes e vales, o encanto de uma manta retalhada onde as searas se cruzam com hortas e vinhas.
Gastronomia: óptima e variada, desde o bacalhau ao cabrito. Excelentes vinhos brancos e tintos. Tradicionais queijinhos frescos e bolos de perna.
A visitar: Praça Pombalina e Igreja de N.ª S.ª da Vida (séc. XVIII). Sitio Medieval do Salvador- o berço do concelho (séc. XII), a um quilometro da actual Vila. Igreja de Santo Quintino- monumento nacional ( séc. XVI). Forte Grande de Montagraço (XIX) e Moinho do Céu - excelentes miradouros. Igreja de N.ª S.ª da Purificação (séc. XVI), em Sapataria. Capela de N.ª S.ª da Luz (séc. XVIII), em Patameira. Em todo o concelho, pitorescas casas e capelas com raízes desde o séc. XVI.
Tempos Livres: no Sobral, em Setembro, Festas de Verão (cortejo histórico-etnográfico, espectáculos taurinos, festivais de musica, exposições, jogos tradicionais, etc.). Feira de todos os Santos, em Almargem (1 Nov.). Durante todo o ano, festas populares por todo o concelho.
Artesanato: azulejaria artística, bonecos de trapo, latoaria, cutelaria, cestos de vime.

Caldas da Rainha

Município da Estremadura,  pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A cidade das Caldas da Rainha, sede do Concelho, situa-se entre Alcobaça (a norte) e Óbidos (a sul), distante 8 Km do Oceano e a 66 metros de altitude. É a cidade da luz, romântica, graciosa, discreta e diáfana. Zona de micro-clima, com temperatura média entre os 15 e 18 graus e pluviosidade fraca.

Caldas da Rainha é uma Cidade Termal, fundada nos finais do século XV pela Rainha D. Leonor, esposa do Rei D. João II, Centro de uma Região e sede de um Concelho depositário de um valioso património histórico-cultural e possuidor de grandes potencialidades turísticas. As suas termas de águas sulfurosas são reputadas desde os tempos remotos, pois já os Romanos as utilizavam como testemunham documentos arqueológicos, as praias de Foz do Arelho e Salir do Porto, a maior e mais encantadora lagoa costeira do nosso país, os campos sempre verdes transportam para o mercado diário as frutas e legumes cuja a fama ultrapassa as fronteiras do Oeste.
A gastronomia é rica e variada, com destaque para os bivalves, enguias, choquinhos, robalos e linguados da Lagoa, acompanhados com deliciosos vinhos brancos muito aromáticos das encostas de Alvorninha. As trouxas de ovos, as cavacas, as lampreias e o beijinhos.
Veja-se na cidade o Hospital Termal mais antigo do mundo, a Igreja e Nossa Senhora do Pópulo (ambos do séc. XV), a ermida de São Sebastião (séc. XV), o fontanário das Cinco Bicas (séc. XVII), O Passo real (séc. XVII), as fabricas de cerâmica autênticos museus vivos cujo o nome Bordalo Pinheiro elevou bem alto na fabrica que fundou e que hoje labora com assinalável êxito.
Nos arredores da cidade, visita obrigatória às igrejas Misericórdia (séc. XVII) e Paroquial ( séc. XVI) em Alvorninha, á Ermida São Jacinto (séc. XVII) no lugar do Couto e quinta de Nossa Senhora de Guadalupe na Foz do Arelho.
Visitar Caldas da Rainha é ter acesso a um dos maiores conjunto de museus do nosso País. O museu José Malhoa onde se expõe a obra do grande mestre da pintura portuguesa. Os Museus dos escultores António Duarte e José Fragoso (ambos municipais). O Museu do Hospital e das Caldas. O Museu do Ciclismo. O Museu de Cerâmica e o Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro. O Centro de Exposições do Oeste, a oferta de lazer, a Escola Superior de Educação, a Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design, a Universidade Católica e a UAL fazem de Caldas da Rainha uma moderna e competitiva cidade.