Um dia em Torres Vedras

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Torres Vedras
está situada a 39º 10´ de latitude e a 9º 3´ de longitude, à
distância de 57 Kms da cidade de
Lisboa, na direcção quase recta para o norte; da
cidade de Mafra 28 Kms,
quase na mesma direcção em que se encontra Lisboa; 14 Kms da costa
atlântica e 35 Kms do rio Tejo
a norte de Torres Vedras. Relativamente perto da cidade, existem
os concelhos de Lourinhã,
Peniche,
Bombarral,
Óbidos e
Caldas da Rainha;
para o sul localizam-se os concelhos de
Alenquer
e
Sobral de Monte
Agraço.
Torres
Vedras é um dos destinos preferidos no Entrudo, já que os seus
festejos de Carnaval são conhecidos por todo o país. Numa zona
onde o urbano bordeja o rural, a cidade é também referência quando
se fala de bom vinho. A cerca de 40 minutos de Lisboa,
o acesso à cidade pode ser feito de comboio, partindo da estação
do Rossio, com transbordo no Cacém, ou pela auto-estrada (A8),
permitindo a um automobilista realizar esta distância em 30
minutos.
À
chegada a Torres, é um aqueduto que recebe o viajante. Datado de
1561, tem duas ordens de arcos, que se estendem por mais de dois
quilómetros. Após passar sob as arcadas, chega-se à Ponte do Rei,
a que se segue a Rua Gomes Leal.
Comece
por visitar o Forte
de São Vicente, que viveu um dos mais importantes momentos da
história do nosso país, resistindo às invasões francesas como
parte das Linhas de Torres. Num monte próximo, fica o
Castelo de
Torres Vedras, que também integrou aquela linha defensiva. No
interior das suas muralhas situa-se a
Igreja de Santa
Maria.
Ao
sair do castelo, o destino natural é o centro histórico. Nesta
parte da cidade, estão concentrados o comércio, as casas mais
antigas e os locais de maior interesse turístico. No centro da
Praça Wellington, vê-se o
Chafariz dos Canos,
o monumento mais característico de Torres Vedras. Não muito longe,
ficam as igrejas de
São
Pedro e da Misericórdia, esta na Rua Serpa Pinto. A Praça 25 de Abril,
com jardim calmo, dá para o
Convento de Nossa Senhora da Graça e o
Museu Municipal.
No
regresso, tomando o mesmo caminho, após passar sob o aqueduto,
encontrará as Termas dos Cucos: um local paradisíaco, onde o
contacto com a natureza é total. Qualquer pessoa pode transpor a
majestosa alameda ladeada por árvores e campos verdes e ir até ao
encantador jardim.
Termina aqui a nossa
proposta de uma visita de um dia a Torres Vedras.
Uma saída em grande,
e um convite para que volte sempre.
Caso possa gozar de
mais um dia em Torres Vedras saia em direcção às suas
praias.

Lisboa

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Com os seus inúmeros
monumentos, museus e bairros antigos, Lisboa também se
transformou, nas últimas décadas, numa capital cosmopolita com um
importante calendário cultural, espectáculos variados (da música
clássica e concertos rock às mais tradicionais touradas e desafios
de futebol), uma vida nocturna animada (com as discotecas e bares
à beira-rio, por exemplo) e grandes centros comerciais de lojas
modernas.
Espreguiçando-se sobre colinas na margem
norte do estuário do Tejo, orgulha-se a cidade dos seus dias de
glória durante a época dos Descobrimentos, como se pode ver em
monumentos como o magnífico Mosteiro dos Jerónimos, do século XVI,
e a emblemática Torre de Belém, pequena fortaleza sobranceira ao
Tejo que se tornou um símbolo da era de expansão lusitana.
Muitos outros monumentos e museus históricos
merecem uma visita, como o Castelo de São Jorge (que data da
ocupação árabe e oferece uma vista magnífica sobre a cidade), o
Museu Nacional de Arte Antiga (onde um palácio do século XVII
abriga a maior colecção de pintura em Portugal), a Sé e igrejas
como a de São Vicente de Fora.
Bairros antigos, como Alfama e o Bairro Alto,
mantêm a sua fascinante paisagem de casas pitorescas e ruelas
íngremes, mas agora abrigam restaurantes e bares na moda, ou ainda
as casas de fado onde esta canção típica de Lisboa é cantada ao
som das guitarras.
Empreendimentos mais modernos, como o Centro
Cultural de Belém (com concertos, espectáculos e exposições), ou a
área onde se realizou a Expo´98 , com o seu oceanário gigante,
ilustram novas tendências no âmbito da arquitectura e da diversão.

Forte de São Vicente
O
Forte de São Vicente fez parte das Linhas de Torres, o anel de
defesa de Lisboa
face às invasões francesas.
No início do século XVIII, Napoleão entrou em
conflito com a Inglaterra e invadiu diversos países europeus,
tentando impor um bloqueio continental, com o qual pretendia
isolar e paralisar o inimigo. Portugal, que sempre foi aliado de
Inglaterra, desafiou o bloqueio. Em consequência, as tropas
francesas invadiram Portugal e a família real partiu para o
Brasil, sob orientação do inglês Wellington, que ficou
provisoriamente a governar o nosso país.
Após a retirada dos franceses, os ingleses,
temendo que os gauleses voltassem com a palavra atrás (o que eles
fizeram duas vezes...), mandaram edificar um eficiente sistema de
fortificações de campo: as Linhas de Torres. Tratava-se de uma
tripla linha de redutos de alvenaria, que reforçavam os obstáculos
naturais dos terrenos, formando uma barreira delimitada pelo rio
Tejo e pelo oceano Atlântico: a primeira linha tinha 46 km de
extensão e ligava Alhandra à foz do rio Sizandro; a segunda, com
39 km, ia da Póvoa de Santa Iria a Ribamar; a terceira, com apenas
três quilómetros, unia Paço de Arcos à Torre da Junqueira.
É na segunda linha que se integrava o Forte
de São Vicente, num dos montes mais altos do vale onde se situa a
cidade. É formado por um conjunto de fossos, trincheiras e
posições de fogo. Começado a construir em 1809, foi um
elemento-chave para a derrota das tropas francesas.

Castelo de Torres Vedras
Construído
inicialmente pelos alanos, foi mais tarde ampliado pelos mouros e
reparado por diversas vezes às mãos de diferentes monarcas, como
Dom Fernando e Dom Manuel I; após o terramoto de 1755, ficou a
precisar de novas reparações, mas estas nunca foram feitas. Mais
tarde, fez parte das Linhas de
Torres, e em 1846 serviu de quartel às tropas do conde de
Bonfim, o que agravou o seu estado de conservação, devido à
explosão do paiol de pólvora. As suas muralhas abrigam a Igreja de
Santa Maria.

Igreja de Santa Maria
Classificada como
monumento nacional, é uma igreja de fundação muito antiga, com uma
só nave. Na fachada exterior, pode ver-se o que outrora foi um
portal românico. Os altares são em talha dos finais do século
XVIII. Entre os seus tesouros, contam-se quadros quinhentistas de
Gregório Lopes. É um local muito romântico, rodeado pelas muralhas
do castelo e pelos jardins, pelo que o templo é frequentemente
escolhido para a cerimónia do matrimónio. Fica no interior das
muralhas do Castelo de
Torres Vedras.

Chafariz dos Canos
O Chafariz dos Canos
é o monumento mais característico de Torres Vedras. A sua
construção é do início do século XIV, mas foi reconstruído em
1561, pela infanta Dona Maria, e restaurado em 1831. Tem um
pavilhão coberto por uma abóbada, e a sua fachada possui arcos
ogivais. No interior, há um tanque com duas bicas de estilo
barroco.

Mafra

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A vila de Mafra é
dominada pelo Convento, um vasto monumento que incorpora um
mosteiro, um palácio real e uma igreja, com cerca de 880 divisões
e 300 células de monges.
Iniciado em 1717 por ordem do rei Dom João V, assinala o começo do
estilo barroco português, tendo levado 38 anos a construir, com a
ajuda de mais de 50 mil trabalhadores.
Particularmente dignos de admiração são os seus dois carrilhões
(de 114 sinos cada) e seis orgãos, únicos no Mundo, a estatuária
de mestres italianos e a magnífica biblioteca, com mais de 40 mil
volumes encadernados a couro e ouro.
O mesmo monarca criou a Tapada Real de Mafra, onde os membros da
família real costumavam caçar veados e javalis. Hoje, é uma
reserva natural que oferece um contacto privilegiado com a
Natureza (lobos, veados, javalis e raposas coexistem em harmonia
com uma flora diversificada).
Perto de Mafra, as belas praias da Ericeira merecem uma visita,
assim como a própria vila: uma antiga povoação de pescadores que
mantém as suas tradições, embora seja invadida no Verão tanto por
portugueses como por estrangeiros, os quais enchem as esplanadas e
restaurantes (onde abunda o marisco fresco) do velho centro da
vila, empoleirada sobre altas falésias que enfrentam o mar.
Também na região, a pequena vila rural da Malveira oferece uma
grande a animada feira nas manhãs de quinta-feira; na povoação de
Sobreiro, pode apreciar-se a aldeia em miniatura, reproduzindo em
todos os detalhes casas, quintas, ribeiros e moinhos, criada por
José Franco.

Rio Tejo
O Tejo nasce
na serra de Albarracin em Espanha a cerca de 1600m de altitude,
estende-se ao longo de 1100km dos quais 230 km são em território
português. Num país de grande diversidade paisagística e onde em
poucos quilómetros tudo se altera, o estuário do Tejo possui uma
dimensão que se perde de vista. A caminho da foz, entre Santa Iría
e Alcochete, o nosso Tejo torna-se largo como um mar - o Mar da
Palha - para depois ficar apertado entre as colinas de Lisboa e as
arribas da outra banda. No Mar da Palha, a grande intrusão das
marés e a grande extensão de aluviões, proporcionam todo o tipo de
habitats - salinas, sapais, prados e pastagens de Lezíria,
caniçais e muitas outras formações de vegetação. Este variadíssimo
leque de habitats e a localização geográfica do estuário, situado
na rota por onde migram a generalidade das espécies de aves
aquáticas da Europa que invernam na Península Ibérica, fazem do
estuário do Tejo uma das mais importantes zonas do país em termos
avifaunisticos.

Lourinhã
Lourinhã fica na
Região de Turismo do Oeste, no extremo sul da chamada Costa de
Prata, a pouco mais de sessenta quilómetros de Lisboa. A partir de
Lisboa poderá vir pela auto-estrada A8, saindo a norte de Torres
Vedras.
Concelho do
litoral da Região Oeste, com 146 km2 e cerca de 23.000 habitantes,
distribuídos por 11 freguesias, está hoje servido de excelentes
acessibilidades.
É a Lourinhã, com a
marca da sua paisagem, das suas praias, dos seus moinhos, da sua
história que espreita pela janela do Forte de Paimogo, exemplar
valioso da arquitectura militar do sec. XVll.
Na Lourinhã existem
fosseis e ovos de dinossauros; todo este espólio paleontológico
encontra-se em exposição no Museu GEAL, local de visita
obrigatória para quem passa por esta região do oeste.

Peniche
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A cidade de
Peniche, sede do concelho, situa-se no Cabo Carvoeiro, a 13 metros
de altitude. É uma cidade de pescadores, sendo um importante
centro piscatório. Esta península, forma duas enseadas ou baías,
possuindo belas praias. Faz ainda parte do município as Berlengas
ou Ilha da Berlenga, situada a sete milhas a NNO do Cabo
Carvoeiro.
Antiga e
pequena ilha, hoje ligada ao continente, formando uma interessante
península. Importante cidade de pescadores com muralhas austeras e
Fortaleza. O colorido e o pitoresco movimento dos barcos de pesca.
O Cabo Carvoeiro com as suas originais formações rochosas. Praias
solarengas.
Gastronomia: Lagosta suada, açorda de marisco, caldeiradas de
peixe, sardinha assada. Doces- Amigos de Peniche, Pasteis de
Peniche.
Tempos livres: desportos náuticos, grande zona de surf, barcos de
recreio, pesca, mergulho desportivo, discotecas e piscinas, festa
anual N.ª Senhora da Boa Viagem, com procissão no mar.
Artesanato: renda de bilros.
A
visitar: fortaleza (séc. XVI-XVII); Museu; Igreja de N.ª Senhora
da Conceição (séc. XVII); Igreja de N.ª Senhora da Ajuda (séc. XVI);
Igreja de S. Pedro (XVII); Igreja da Misericórdia (séc. XVI);
faina da pesca; parques e jardins, Cabo Carvoeiro e Santuário dos
Remédios com azulejos do séc. XVIII, Grutas da Furninha, Passos de
D. Leonor, Pedra da Nau dos Corvos.
Nos arredores: Praias do Baleal, Consolação (climatismo) e S.
Bernadino; Reserva Natural da Ilha da Berlenga; Atouguia da Baleia
e Serra d'El Rei. Por todos estes lugares pode visitar: em
Atouguia da Baleia - Igreja de S. Leonardo (séc. XIII); Igreja de
N.ª Sr.ª da Conveição (séc. XVII); Fonte Gótica (séc. XV);
Convento e Igreja S. Bernadino (séc. XV); Igreja da Misericórdia
(séc. XVII); ruínas do castelo Medieval, pelourinho e Touril (séc.
XIV). Em Serra d'El Rei - Igreja de S. Sebastião (séc. XVI); Paço
Real (séc. XIV); Moinho de Vento da Serra.
Turismo: Peniche tem óptimas condições de hotelaria, restaurantes,
parques de campismo, postos de turismo, Porto de Recreio e parques
de diversões aquáticas, centro hípico.
Berlenga: Pequeno e encantador grupo de ilhas, situado acerca de
45 minutos de Peniche, frente ao Cabo Carvoeiro: Berlenga Grande,
Estelas e Farilhões. De pureza primitiva e de águas transparentes
este grupo de ilhas está constituído em reserva natural. A
visitar: Grutas e Forte de S. João Baptista (séc. XVII) onde está
instalada uma casa Abrigo. A Ilha tem uma área de campismo
condicionada, restaurante com alojamento e um conjunto de casas de
pescadores.
Rodeada
parcialmente
por muralhas do século XVI, Peniche depende quase inteiramente do
mar. A indústria de pesca e o porto, os pescadores, as traineiras
e as gaivotas configuram a atmosfera desta vila, assim como o seu
casario branco dividido por ruas estreitas.
Não é de espantar que tenha excelentes restaurantes especializados
em peixe fresco e marisco, além de proporcionar ao visitante a
possibilidade de experimentar a pesca no mar alto.
No primeiro fim-de-semana de Agosto, durante as festas de Nossa
Senhora da Boa Viagem, as pessoas reúnem-se junto ao porto com
velas acesas a fim de saudarem a imagem da Virgem que chega de
barco.
Também é conhecida a habilidade demonstrada pelas mulheres dos
pescadores na renda de bilros, seguindo uma antiga técnica
oriental.
Os visitantes sentem curiosidade em visitar a Fortaleza, um forte
do século XVI, sobranceiro ao mar, que era utilizado como prisão
pelo antigo regime político, cuja ditadura foi derrubada em Abril
de 1974.
A cerca de 2 km de Peniche, o Cabo Carvoeiro oferece um panorama
espectacular do oceano e rochas de formas estranhas; no Baleal, há
praias idílicas e bem conservadas.
Mas uma das principais atracções de Peniche é a possibilidade de
viajar de barco até às ilhas Berlengas, um arquipélago
rochoso onde a Natureza se encontra ainda em estado quase
selvagem.
Esta reserva acolhe os ninhos de numerosas aves marinhas sobre os
imponentes penhascos de granito vermelho, e é sempre um prazer
explorar os seus recifes e grutas marinhas.

Igreja de São Pedro
Reconstruída no
século XVI, tem um portal manuelino, mas o seu estilo é
renascentista, e no topo ostenta as armas de Dom João III. No
interior, apresenta três naves, onde se encontra um órgão do
século XVIII, uma grande variedade de azulejos de diferentes
épocas e esculturas dos séculos XVII e XVIII.

Igreja de Mesicórdia
Edificada em finais
do século XVII, a Igreja da Misericórdia tem uma única nave e um
coro. Nas paredes, podem ver-se belos azulejos do século XVII, e,
nos tectos, frescos com as armas de Dom João V, em mármores pretos
e couro pintado.

Convento de Nossa
Senhora da Graça
O Convento de Nossa
Senhora da Graça alberga actualmente o Museu Municipal de Torres
Vedras e a sua mostra arqueológica e etnográfica. A Igreja do
Convento, cujas obras de recuperação estão em fase de acabamento,
é talvez o local que permanece mais fiel ao estilo e utilidade das
suas origens.

Praias de Torres Vedras
O litoral de
Torres Vedras, com a presença do Atlântico Norte, encontra-se
povoado de praias famosas. As arribas de rochas e espumas, bem
como os areais deslumbrantes, convidam os veraneantes a usufruir
das delícias das variadíssimas estações balneares que aqui
encontram. É de destacar a praia de Santa Cruz, de renome
nacional para a prática do surf.

Termas dos Cucos
Situadas no
conselho de Torres Vedras, distrito de Lisboa, em plena Região de
Turismo do Oeste,
as Termas do Vale dos Cucos ficam a dois quilómetros da cidade de
Torres Vedras na estrada de Runa
e Dois Portos.
As Termas do
Vale do Cucos encontram-se a uma altitude de 33 metros acima do
nível mar, rodeadas de pequenas colinas cobertas de matagais,
árvores e vinhedos que limitam uma bacia quase circular, abrigada
dos ventos e com uma temperatura média no verão de 25ºC. Trata-se
de um microclima temperado, seco e saudável.
A história da
utilização das águas e lamas dos Cucos remonta a 1746, quando o
cirurgião do partido da mâmara de Torres Vedras, Máximo Moniz de
Carvalho, as “pôs em uso na Medicina”.
Julga-se que este cirurgião tenha sido o primeiro médico a
prescrever estas águas e lamas medicinais, mas o seu uso deve
remontar a uma época muito anterior, pelos vestígios encontrados,
nomeadamente uma antiga povoação romana junto às edificações da
Quinta da Machêa da qual faz parte o complexo termal dos Cucos.
No princípio do
século, várias foram as personalidades notáveis do meio médico e
da sociedade que efectuaram tratamentos no Cucos das quais não
podemos deixar de realçar Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina e
certamente o expoente máximo da medicina em Portugal, e António
José de Almeida médico e Presidente da República.
Egas Moniz escreveu a respeito destas Termas uma longa referência
de que transcrevemos alguns extractos: “E ao lado de meu caso é
indispensável recordar os muitos que há e eu tenho observado, em
que os resultados têm sido extraordinários. Muitos gotosos que
tinham as suas articulações imobilizadas e perdidas caminham hoje
devido ao uso destas águas. Nas nevralgias artríticas as curas têm
sido por vezes brilhantes. Um dos meus doentes que sofria de
ciática que dificilmente cedeu a outros tratamentos, veio aqui
encontrar uma cura completa.”

Bombarral
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. Bombarral,
sede de concelho, situa-se numa fértil planície de aluvião, apenas
a 50 metros de altitude, orlada de outeiros pouco elevados.
Concelho com
povoamento recente, documentado desde a pré-história pelos achados
arqueológicos das Grutas da Lapa do Suão e das Pulgas, Castros de
São Mamede e Carvalhal. A Estação Arqueológica da Columbeira fica
dentro dos limites da localidade que também ficou célebre por nela
se ter travado, contra os franceses, a Batalha da Roliça. D.
Afonso Henriques doa as terras do Bombarral aos monges de Císter
que exerceram vasta influência nos métodos das técnicas agrícolas.
Pertenceu mais tarde ao termo e Castelo de Óbidos. Região agrícola
coberta de vinhas e pomares.
A visitar: a
igreja de Madre de Deus( séc. XVII), Ermida de S. Brás (séc. XV),
azulejos da estação dos caminhos de ferro, palácio dos Gorjões
(séc. XVI), com jardins e Anfiteatro Cultural e o Museu Municipal
(arqueologia, escultura).
Nos arredores: Santuário do Bom Jesus do Carvalhal, Igreja do
Santíssimo Sacramento (séc. XVIII), ermida de Nossa Senhora do
Socorro com bonitos azulejos ( séc. XVIII), Torre dos Lafetat
(séc. XII), Solar dos Louridos, igreja Matriz da Roliça.
Todos os anos se realiza o Festival do vinho, Festival da música,
Feira da Pêra Rocha, Semana Gastronómica.

Óbidos
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A Vila de
Óbidos, sede de concelho, está inserida numa paisagem uniforme e
pouco acidentada que se estende até à orla marítima. É uma vila
museu, situada numa colina alongada e próximo da Lagoa de Óbidos.
O concelho possuí ainda belas praias ao longo da costa atlântica.
Vila medieval,
autêntico museu carinhosamente conservado, altivas e seguras
muralhas, ruas tortuosas, casario branco e janelas cheias de
flores. A cada passo, o encontro com tempos da corte.
Gastronomia:
pratos típicos - caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, enguias
fritas e de ensopado; doces - trouxas de ovos e lampreias das
Gaeiras, alcaides, pegadas e pasteis de Moura; fruta - maças e
laranjas. A pêra rocha como a mais qualificada fruta da Região
Oeste atinge grande expressão na Região alta da Usseira,
simultaneamente o maior centro de frio do País; vinhos e licores -
graças ao seu reconhecido microclima, a região demarcada de Óbidos
produz óptimos vinhos, dos quais se destacam os conhecidos vinhos
de Gaeiras, assim como a ginja, cujo o licor se celebrizou como a
bebida mais típica e tradicional de Óbidos.
Tempos livres: ar livre - passeios a pé e a cavalo e desportos
náuticos; outros entretimentos bares típicos, casa de fados,
discoteca e, ainda, biblioteca e museu. Com animação turística
durante todo o ano em especial, no verão, o Festival da Música
Antiga, a Semana Santa, e inúmeros concertos e exposições.
Artesanato: olaria, cerâmica, verguinha em cerâmica, trabalhos em
vime, miniaturas de moinhos de vento, latoaria pintada, trabalhos
em teares manuais e bordados de Óbidos.
A visitar: Castelo (fundado em 308 A.C.-Castro - e posteriormente
reconstruído), Paço Real (séc. XVI); Igreja de Santa Maria (séc.
XVI) com azulejos do séc. XVII; Igreja da Misericórdia (séc.
XV-XVIII); Capela de N. S.ª de Monserrate (séc. XIII); Igreja de
S. Pedro (séc. XVIII); Capela de S. Martinho (séc. XIV);
Pelourinho, Igreja de S. João do Mocharro (em ruínas); Santuário
do Senhor Jesus da Pedra (séc. XVIII); Aqueduto das Águas Livres
(séc. XVI); Cruzeiro da Memória, Ermida da N.ª S.ª da Piedade, com
azulejos do séc. XVIII e da N.ª S.ª da Graça (séc. XVIII); Museu;
Galerias de Arte e Biblioteca.
Nos arredores: podem visitar-se muitos lugares, capelas, igrejas e
solares antigos, como o convento de S. Miguel das Gaeiras, a
Quinta do Furadouro e a Quinta das Janelas. A Lagoa de Óbidos é
uma maravilha natural, onde se praticam quase todos os desportos
aquáticos. É uma zona de praias de mar e lagoa das quais se
destaca a do Rei Cortiço e de toda a falésia que se estende para
sul. Ao nível turístico, a Lagoa oferece inúmeros atractivos
naturais, quer à beira mar como no interior com a floresta de
pinheiros. Turismo: A Lagoa e toda a zona de praia dispõe de
restaurantes, sendo Óbidos todavia, uma Vila privilegiada a esse
nível com unidades hoteleiras de grande categoria, assim como de
Turismo de Habitação. Na Praia D´El Rei existe ainda um dos
melhores campos de golfe da Europa.

Alenquer
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Lisboa, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A sede do
concelho, conhecida por "Vila Presépio", situa-se a 40 quilómetros
da capital Lisboa, . Com uma orografia bastante acidentada, o
concelho é naturalmente limitado a Este pelo Rio Tejo e a Norte
pela Serra de Montejunto.
Vetusta e
pitoresca Vila conhecida como a "Vila Presépio" espectacular
anfiteatro de casario ao redor de um velho castelo.
A visitar: na vila ruínas do antigo Castelo (séc. XIII), Igreja de
S. Pedro com o Túmulo de Damião de Góis (séc. XVI), Igreja da
Misericórdia (séc. XVII), Convento de S. Francisco (séc. XIII),
Museu Hipolito Cabaço, com mais de 40 mil peças de arqueologia.
Nos arredores: Igreja de Stª. Quitéria de Meca (séc XVIII) Meca,
Pelourinho (séc. XVI), Casa da Rainha e capela do Espírito Santo -
aldeia Galega, Convento de Nª. Sª. da Visitação (séc. XVII),
Capela da Misericórdia, em Vila Verde dos Francos, Convento de Stª.
Catarina da Carnota (séc. XV) - Refugidos, Igreja de Nª. Sª. dos
Prazeres, em Merceana, Igreja de Santa Maria Madalena, em Aldeia
Gavinha (séc. XVI), Castro da Pedra de Oiro - Pedra de Oiro.
Feiras: Feira Infantil - Abril, Feira da Ascenção - Feriado
Municipal, Feira da Uva de Mesa do Vinho e do Cavalo - Setembro.
Gastronomia: Bons vinhos brancos e tintos - regionais.
Artesanato: Loiças de barro, Cantaria, Mármores decorativos e
Cestaria.
Turismo: Turismo Espaço Rural, Serra de Montejunto. Religioso:
Peregrinação - Sãozinha - Dia 6 de Junho. Tradições: Cantar dos
Reis.

Sobral de Monte Agraço
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Lisboa, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A sede do
concelho situa-se a 40 quilómetros da capital Lisboa, rodeada de
campos de cultivo e encostas verdejantes, sendo o centro de uma
importante região vinícola.
Por montes e vales,
o encanto de uma manta retalhada onde as searas se cruzam com
hortas e vinhas.
Gastronomia: óptima e variada, desde o bacalhau ao cabrito.
Excelentes vinhos brancos e tintos. Tradicionais queijinhos
frescos e bolos de perna.
A visitar: Praça Pombalina e Igreja de N.ª S.ª da Vida (séc. XVIII).
Sitio Medieval do Salvador- o berço do concelho (séc. XII), a um
quilometro da actual Vila. Igreja de Santo Quintino- monumento
nacional ( séc. XVI). Forte Grande de Montagraço (XIX) e Moinho do
Céu - excelentes miradouros. Igreja de N.ª S.ª da Purificação
(séc. XVI), em Sapataria. Capela de N.ª S.ª da Luz (séc. XVIII),
em Patameira. Em todo o concelho, pitorescas casas e capelas com
raízes desde o séc. XVI.
Tempos Livres: no Sobral, em Setembro, Festas de Verão (cortejo
histórico-etnográfico, espectáculos taurinos, festivais de musica,
exposições, jogos tradicionais, etc.). Feira de todos os Santos,
em Almargem (1 Nov.). Durante todo o ano, festas populares por
todo o concelho.
Artesanato: azulejaria artística, bonecos de trapo, latoaria,
cutelaria, cestos de vime.

Caldas
da Rainha
Município da
Estremadura, pertencente ao Distrito de Leiria, à Associação de
Municípios do Oeste e à Região de Turismo do Oeste. A cidade das
Caldas da Rainha, sede do Concelho, situa-se entre Alcobaça (a
norte) e Óbidos (a sul), distante 8 Km do Oceano e a 66 metros de
altitude. É a cidade da luz, romântica, graciosa, discreta e
diáfana. Zona de micro-clima, com temperatura média entre os 15 e
18 graus e pluviosidade fraca.
Caldas da
Rainha é uma Cidade Termal, fundada nos finais do século XV pela
Rainha D. Leonor, esposa do Rei D. João II, Centro de uma Região e
sede de um Concelho depositário de um valioso património
histórico-cultural e possuidor de grandes potencialidades
turísticas. As suas termas de águas sulfurosas são reputadas desde
os tempos remotos, pois já os Romanos as utilizavam como
testemunham documentos arqueológicos, as praias de Foz do Arelho e
Salir do Porto, a maior e mais encantadora lagoa costeira do nosso
país, os campos sempre verdes transportam para o mercado diário as
frutas e legumes cuja a fama ultrapassa as fronteiras do Oeste.
A gastronomia é rica e variada, com destaque para os bivalves,
enguias, choquinhos, robalos e linguados da Lagoa, acompanhados
com deliciosos vinhos brancos muito aromáticos das encostas de
Alvorninha. As trouxas de ovos, as cavacas, as lampreias e o
beijinhos.
Veja-se na cidade o Hospital Termal mais antigo do mundo, a Igreja
e Nossa Senhora do Pópulo (ambos do séc. XV), a ermida de São
Sebastião (séc. XV), o fontanário das Cinco Bicas (séc. XVII), O
Passo real (séc. XVII), as fabricas de cerâmica autênticos museus
vivos cujo o nome Bordalo Pinheiro elevou bem alto na fabrica que
fundou e que hoje labora com assinalável êxito.
Nos arredores da cidade, visita obrigatória às igrejas
Misericórdia (séc. XVII) e Paroquial ( séc. XVI) em Alvorninha, á
Ermida São Jacinto (séc. XVII) no lugar do Couto e quinta de Nossa
Senhora de Guadalupe na Foz do Arelho.
Visitar Caldas da Rainha é ter acesso a um dos maiores conjunto de
museus do nosso País. O museu José Malhoa onde se expõe a obra do
grande mestre da pintura portuguesa. Os Museus dos escultores
António Duarte e José Fragoso (ambos municipais). O Museu do
Hospital e das Caldas. O Museu do Ciclismo. O Museu de Cerâmica e
o Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro. O Centro de Exposições do
Oeste, a oferta de lazer, a Escola Superior de Educação, a Escola
Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design, a Universidade
Católica e a UAL fazem de Caldas da Rainha uma moderna e
competitiva cidade.

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