1638 — Foi passada provisão aos vigários das igrejas
da vila de Aveiro para que o prioste da Comenda da dita vila lhes
pagasse os seus mantimentos (Torre do Tombo, Chancelaria da Ordem de
Avis, livro 12, fl. 374v) – A.
1732 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício
a Luís António, homem de negócio, natural da vila de Eixo, onde residia,
filho de Isidoro Fernandes e de Maria André (Arquivo, XXXVIII, pg.
77) – J.
1780 — Chegaram a Viana do Castelo as primeiras
carmelitas, dando origem ao Convento do Desterro de Jesus, Maria e José;
do grupo fazia parte a Madre Joana Teresa da Conceição, ida da
comunidade de Aveiro (Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis,
II, fls. 207 e ss.) – J.
1855 — Por decreto governamental, foi reformada a
divisão administrativa, judicial e eleitoral do território do Distrito
de Aveiro. Até esta data, toda a restinga de areia, desde o Furadouro à
barra velha, pertencia à freguesia de Ovar; pelo referido
decreto, apenas a costa do Furadouro ficou em Ovar, passando para o
Bunheiro a costa da Torreira, para a Vera-Cruz a costa de São Jacinto,
para Ílhavo a Costa Nova do Prado e para Vagos a costa da Vagueira
(Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, III,
fl. 187; Cf. Marques Gomes, O Districto de Aveiro,
pg. 229) – J.
1863 — O Padre José Joaquim de Carvalho e Góis,
vigário-geral da Diocese de Aveiro, publicou um novo regulamento
para o Seminário Episcopal que obteria aprovação régia em 26
deste mês; foi impresso (Fortunato de Almeida, História da Igreja em
Portugal, Tomo IV, Parte IV, pg. 53; Regulamento Provisório do
Curso de Disciplinas Eclesiásticas da Diocese de Aveiro,
1868) – J.
1869 — Faleceu o vigário-geral da Diocese, Padre José
Joaquim de Carvalho e Góis, sendo a sua morte geralmente sentida.
Depois de solenes exéquias na Sé, foi sepultado no cemitério público de
Aveiro, tendo por monumento uma simples cruz. Foi cónego da Sé do Porto,
professor de Direito Canónico no Seminário de Aveiro, pregador régio e
regente da Banda Amizade (Arquivo Distrital de Aveiro, Livro de
Óbitos da Freguesia da Glória; Marques Gomes,
em O Districto de Aveiro, pg. 124, diz erradamente que
faleceu em 15-10-1869) – J.
1900 — Iniciou a sua publicação O Progresso
de Aveiro, órgão do Partido Progressista no Distrito, de que era
principal redactor José Eduardo de Almeida Vilhena; durou uns dez anos e
teve acção preponderante no apoio político a Gustavo Ferreira Pinto
Basto (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos,
VIII, fl. 136) – J.
1923 — D. João Evangelista de Lima Vidal,
arcebispo-bispo da recente Diocese de Vila Real de Trás-os-Montes,
entrou nesta cidade para iniciar a sua nova actividade, sendo afectuosa
e festivamente recebido (Anjo da Diocese, I, pgs. 47-52;
João Gonçalves Gaspar, Lima Vidal no seu Tempo, II,
pgs. 137 e ss.) – J.
1929 — O Diário do Governo publicou nesta data
um decreto em que classificou como instância de turismo a cidade de
Aveiro, cuja «área sujeita a jurisdição da sua comissão de iniciativa é
constituída por todo o concelho de Aveiro» (Vd. ainda O Debate,
24-10-1929) – J.
1937 — O Dr. Alberto Souto redigiu o seu testamento
onde, além de outras disposições, pede que na sua sepultura, no
cemitério de Aradas, se coloque uma cruz porque – escreveu – «eu sou
cristão, adoro Deus e creio na virtude divina de Jesus, que foi muito
justo e muito bom e a cuja protecção muitas vezes me tenho confiado...
Quero ser enterrado como o foram os que me criaram. O Cristo do meu
quarto será o meu último companheiro» (Correio do Vouga,
28-10-1961) – J.
1977 — Nos estaleiros de São Jacinto foi descerrado o
busto de Carlos Roeder, já falecido, fundador desta e de outras empresas
industriais (Correio do Vouga, 21-10-1977) – J.