Hino Nacional        Bandeira Nacional        Estandarte Nacional

HINO NACIONAL

A Portuguesa

   

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente, imortal

Levantai hoje de novo,

O esplendor de Portugal

Entre as brumas da memória,

Ó pátria sente-se a voz

Dos teus egrégios avós

Que há-de guiar-te à vitória.

CORO

Às armas! Às armas!

Sobre a terra e sobre o mar!

Às armas! Às armas!

Pela Pátria lutar!

Contra os canhões marchar, marchar!

Composição:

Música: Alfredo Keil
Texto: Henrique Lopes de Mendonça.

Download do hino (botão direito sobre o "link - Ficheiro do Hino" e escolher "guardar destino como ...)- Ficheiro do Hino em MP3

Voltar ao Topo

A BANDEIRA NACIONAL

desde 1910 até ao presente

 

Após a instauração do regime Republicano, um decreto da Assembleia Nacional Constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº141 do mesmo ano, aprovava a Bandeira Nacional em substituição da bandeira da Monarquia Constitucional. Este decreto teve a sua regulamentação adequada, publicado no Diário do Governo nº150 de 30 de Junho.

A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e vermelho, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar Manuelina, em amarelo e avivada de negro.

O comprimento da Bandeira é de vez e meia a altura da tralha. A divisória entre as duas cores fundamentais deve ser feita de modo a que fiquem dois quintos do comprimento total ocupado pelo verde e os três quintos restantes de vermelho. O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.

A escolha das cores e a composição da bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a acesas polémicas e à apresentação de várias propostas. Prevaleceu a explicação constante do relatório apresentado pela comissão então nomeada pelo Governo a qual, num parecer nem sempre heraldicamente correcto, tentou expressar de uma forma eminentemente patriótica este Símbolo Nacional.

Assim, no entender da comissão, o branco representa " uma bela cor fraternal, em que todas as outras cores se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz " e sob ela " salpicada pelas quinas ... se ferem as primeiras rijas batalhas pela lusa nacionalidade ... Depois é a mesma cor branca avivada de entusiasmo e pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo épico das nossas descobertas marítimas".

A comissão defendeu que o vermelho " nela deve figurar como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril por excelência. É a cor da conquista, uma cor cantante, ardente, alegre ... lembra o sangue e incita à vitória.

Em relação ao verde, cor da esperança, dificilmente a comissão conseguiu justificar a sua inclusão na Bandeira. Na verdade trata-se de uma cor que não tinha tradição histórica, tendo sido rebuscada uma explicação para ela na preparação e consagração da revolta de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde terá surgido no " momento decisivo em que, sob inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada".

Uma vez definidas as cores, a comissão preocupou-se em determinar quais os emblemas mais representativos da Nação para figurarem na Bandeira Nacional. Relativamente à esfera armilar, sempre presente na emblemática nacional, ela consagra " a epopeia marítima portuguesa ... feito culminante, essencial da nossa vida colectiva ". Sobre a esfera armilar assentou o escudo branco com as quinas, perpetuando e consagrando " o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade ".

Finalmente, achou a comissão " dever rodear o escudo branco das quinas por uma larga faixa carmesim, com sete castelos ", considerando este um dos símbolos " mais enérgicos da integridade e independência nacional ".

Voltar ao Topo

O ESTANDARTE NACIONAL

O Estandarte Nacional, representa e recorda aos membros das Forcas Armadas Portuguesas, as batalhas e guerras em que se empenharam os seus antecessores que verteram gloriosamente o sangue na defesa dos interesses nacionais. Por baixo da esfera armilar estão duas vergonteas de loureiro, ligadas por um laco branco, que tem inscrito a imortal legenda Camoneana: " ESTA E A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA ".

O ESTANDARTE NACIONAL tem varias condecorações, salientando-se a Ordem Militar da Torre e Espada ( a mais alta das condecorações portuguesas ), a Ordem Militar de Cristo e a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.

E um Símbolo Nacional, que em si, encerra todo o historial de actos de bravura e coragem, civismo, espírito de corpo e sentido do dever, praticados por gerações e gerações de Portugueses.

O Estandarte Nacional, também chamado Bandeira Militar, é a Bandeira Nacional existente em todas as unidades militares do país. O Estandarte Nacional, talhado em seda, difere da Bandeira Nacional pelo facto de ter a forma quadrangular. A esfera armilar é rodeada por duas hastes de loureiro, em ouro, unidas por um laço branco em forma de listel. Neste, em letras de elzevir, inscreve-se a imortal legenda de Camões: 

«Esta é a Ditosa Pátria Minha Amada».

Voltar ao Topo