Qual é letra qual é ela
Que é no som como o camaleão
Está presente em "ciclone"
Mas também em "cicerone".
E em mais nobre ocasião
Ainda vai de cedilha
Para entrar em "colecção".
Qual é letra qual é ela
Que está sempre a aparecer
E nas palavras que tu escreves
Três sons pode bem ter:
"extensão", "exportação" e "extensão",
Mas também "paixão" e "mexilhão",
E com a maior "exactidão"
Ainda entra em "fixação".
— Algumas regularidades
acha, achatar, achincalhar, bicho, bochecha, cachucho, fechadura.b) X — há contudo, bastantes excepções das quais convém anotar as seguintes:
abacaxi, abexim, atarraxar, bexiga, bruxo, bruxulear, buxo, coxo, coxia, debuxo, engraxar, faxina, lagartixa, lixa, lixívia, lixo, luxação, luxo, mexer, mexilhão, mixórdia, praxe, puxar, repuxo, relaxe, rixa, roxo, taxa, vexar.
aconchego, caruncho, concha, frincha, prancha.b) X — depois de en (exceptuando "encher" e formas respectivas):
desenxabido, enxada, enxame, enxaqueca, enxerto.
ameixa, apaixonado, baixela, caixa, bauxite, frouxo.
acolchoar, colcha, colchão, colcheia, colchete, archeiro, archote, marcha, marchetar, murcho.
O chão e o pão.
O chão,
O grão.
O grão, no chão.
O pão na mão.
O pão no chão?
Não.
O pão,
O pão e a mão.
A mão no pão.
Cecília Meireles - Ou isto ou aquilo
Não quero, não quero não
Ser soldado nem capitão (...)
Não quero muito do mundo
Quero saber-lhe a razão
Sentir-me dono de mim
Ao resto dizer que não.
Eugénio de Andrade - Aquela nuvem e outras
Cão que ladra não morde.
Grão a grão enche a galinha o papo.
Provérbios populares
Janeiro gear
Fevereiro chover
Março repesar
Abril espigar
Maio engrandecer
Junho ceifar
Julho debulhar
Agosto adubar
Setembro vindimar
Outubro revolver
Novembro semear
Dezembro nascer
Depois de o menino nascer
É tudo a crescer.
— beco-becos;
— molho-molhos;
— forma - formas.
(http://tsf.sapo.pt/online/primeira/interior.asp?id_artigo=TSF110762)
— construção do "ethos" do locutor-entrevistado:
— através do que diz — valores projectados no discurso
— através da maneira como diz — elementos supra-segmentais;
— "canais não discursivos"
— imagem que o entrevistador faz do entrevistado:
— topicalização do pano de fundo informativo que preside à elaboração das questões;
— adaptação do seu discurso aos hábitos do seu auditório.
— tese fundamental defendida;
— contra-discurso.