Locuções privativas de determinada língua e que não se podem traduzir literalmente noutras. São expressões de uso comum cuja interpretação é captada globalmente sem necessidade de compreensão se cada uma das suas partes e sem entendimento do sentido literal. Correspondem, algumas vezes, a locuções estereotipadas que constituem vestígios de realidades que já só existem no plano da língua, mas cujo sentido original se perdeu.
2.1. Associe cada expressão idiomática ao sentido correspondente
À balda Abananado Amargo de boca andar no rego Apertar o bacalhau Apinocado Arranjar um trinta e um Bater a bola baixa Bater a bota Bater a caçoleta Bater com a língua nos dentes Bico-de-obra Bota-de-elástico Chico-esperto Coca bichinhos Coisa das arábias Coisas do arco-da-velha Com um grão na asa Comer as papas na cabeça Correr as capelinhas Costas largas Costas quentes Dar a mão à palmatória Dar água pela barba Dar às de vila-diogo Dar baile Dar cartas Dar com os burros na água Dar de frosques Dar música Dar o berro Dar um desconto Deitar o olho Deitar pérolas a porcos Dizer cobras e lagartos Drunfos Empalmar Emprenhar pelos ouvidos Encher as medidas Entrar nos eixos Estalar o verniz Estar à coca Estar a leste Estar à sombra da bananeira Estar de maré Estar de pé atrás Estar de tanga Estar taralhoco Estar-se nas tintas Esticar o pernil Fazer orelhas moucas Fazer ouvidos de mercador Fazer vaquinha Feito num oito Ficar burro Ficar no tinteiro Ficar para lá do sol-posto Ficar para segundas núpcias Fazer Figura de urso Ir a penantes Ir à vida Ir de vento em popa Ir desta para melhor Ir fazer tijolo Ir livrar o pai da forca Ir na esgalha Ir na pirisca Ir para o galheiro Ir para o olho da rua Ir por água abaixo Ir-se abaixo das canetas Lambe-botas Choninhas Meia dúzia de gatos pingados Meias tintas Meter a foice em seara alheia Meter a unha Meter a viola no saco Meter água Nabo Não mexer uma palha Não tugir nem mugir Negócio da china O fim da picada/macacada Obras de Santa Engrácia Paninhos quentes Pascácio Passar a ferro Passar a perna Passar as passas do Algarve Passar-se Passar-se dos carretos Pau de virar tripas Paz-de-alma Pensar na morte da bezerra Pesar figos Pintar a macaca Pintar a manta Pôr com dono Pôr nos cornos da lua Por uma unha negra Pôr-se a pau Pôr-se ao fresco Pôr-se nas suas tamanquinhas Pôr-se no piro Prometer mundos e fundos Puxar o tapete Puxar os cordelinhos Riscar do mapa Sem rei nem roque Ser muito rodado Ser unha com carne Tapar o sol com a peneira Ter uma pan Ter uma pancada Ter unhas Tirar água do capote Tirar o cavalinho da chuva Tiro e queda Toldado Trazer água no bico Zarpar Zé-dos-anzóis Zé-ninguém |
Acabar Alguém que assume responsabilidades de outrem Alguém que é protegido por um poderoso Alguém que se julga mais esperto Andar de bar em bar Antiquado Ao acaso, aleatoriamente Apresentar grande dificuldades Bem vestido Cobiçar Coisa extraordinária Comandar uma situação Comportar-se segundo as normas Convencer alguém Cumprimentar Desenganar-se Desgosto Desvendar um segedo Dizer a alguém para ter mais respeito Enganar Enganar Espantado Fugir Ligeiramente bêbedo Morrer Pessoa minuciosa Problema grave Provocar um problema Reconhecer que errou Ser tolerante Acreditar em tudo o que se diz Adiar para outra altura Adulador Amaldiçoar Aquilo que não fica inteiramente resolvido Calar-se, acatar uma situação Comprimidos Desaparecer Desperdiçar Deterioração de uma relação formal Estar atento/alerta Estar desconfiado Estar em mau estado Estar muito apressado Estar predisposto a... Estar sem fazer nada Fazer uma sociedade Ficar num sítio afastado Ficar sem efeito Fraco Intervir em assuntos que não lhe dizem respeito Ir a pé Ir depressa Não aguentar Não dar importância ao que se lhe diz Não saber de coisa nenhuma Não se importar Passar por uma situação ridícula Poucas pessoas Roubar Satisfazer plenamente Senil Ser despedido Uma situação que está a correr bem Uma situação que não resulta Acatar as normas Estar sem dinheiro Ficar espantado Morrer Alguém a quem a sociedade não dá importância Alguém que não jeito para fazer algo Atropelar Bêbedo Certeiro Colocar atenuantes Controlar uma situação não abertamente Desenganar-se Dormitar Elogiar muito Estar alheado Experienciar uma situação má Fazer desaparecer Fazer muitas coisas energicamente Fazer promessas infundadas Fazer uma coisa mal Fazer valer a sua posição social Ingénuo Irritar-se muito Livrar-se de responsabilidades Mandar embora Muito calmo Muito experiente Muito magro Muito próximo, íntimo Não dizer nada Não trabalhar nada Negócio que dá muito dinheiro Sair de um local Sem normas Ser doido Tentar esconder uma coisa evidente Ter capacidade Ter intenções não reveladas Ter uma avaria Tomar cautela Trabalhos que se arrastam indefinidamente Trair Ultrapassar |
Deitar pérolas a porcos: desperdiçar
Dizer cobras e lagartos: dizer mal de, amaldiçoar
Drunfos: comprimidos
Empalmar: roubar
Emprenhar pelos ouvidos: acreditar em tudo o que se diz
Encher as medidas: satisfazer plenamente
Entrar nos eixos: acatar as normas
Estalar o verniz: deterioração de uma relação formal
Estar à coca: estar atento
Estar a leste: ficar num sítio afastado
Estar à sombra da bananeira: não fazer nada
Estar de maré: estar disposto...
Estar de pé a trás: estar desconfiado
Estar de tanga: estar sem dinheiro
Estar taralhoco: estar senil
Estar-se nas tintas: não se importar
Esticar o pernil: morrer
Fazer orelhas moucas: não dar importância ao que se diz
Fazer ouvidos de mercador: idem
Fazer vaquinha: entrar numa sociedade em pequenos assuntos do dia-a-dia
Feito num oito: em mau estado
Ficar burro: ficar espantado
Ficar no tinteiro: ficar por realizar
Ficar para lá do sol posto: ficar num sítio muito afastado
Ficar para segundas núpcias: adiar para outra altura
Fazer figura de urso: passar por uma situação ridícula
Ir a penantes: ir a pé
Ir à vida: morrer ir de vento em popa
Ir desta para melhor: morrer
Estar a fazer tijolo: estar morto
Ir livrar o pai da forca: estar muito apressado
Ir na esgalha: ir depressa
Ir na pirisca: idem
Ir para o galheiro: morrer
Ir para o olho da rua: ser despedido
Ir por água abaixo: uma situação que não resulta
Ir-se abaixo das canetas: não aguentar
Lambe-botas: adulador
Choninhas: fraco
Meia dúzia de gatos pingados: poucas pessoas
Meias tintas: aquilo que não fica inteiramente resolvido
Meter a foice em seara alheia: intervir em assunto que não lhe dizem respeito
Meter a unha: roubar
Meter a viola no saco: calar-se, acatar uma situação
Meter água: fazer uma coisa mal
Nabo: alguém que não tem jeito para fazer algo
Não mexer uma palha: não trabalhar nada
Não tugir nem mugir: não dizer nada
Negócio da China: negócio que dá muito dinheiro
O fim da picada/macacada: coisa extraordinária
Obras de Santa Engrácia: trabalhos que se arrastam indefinidamente
Pôr paninhos quentes: colocar atenuantes
Pascácio: ingénuo
Passar a ferro: atropelar
Passar a perna: atropelar
Passar as passas do Algarve: experimentar uma situação má
Passar-se: irritar-se muito
Passar-se dos carretos: idem
Par de virar tripas: muito magro
Paz-de-alma: muito calmo
Pensar na morte da bezerra: estar alheado
Pesar figos: dormitar
Pintar a macaca: fazer muitas coisas energicamente
Pôr com dono: mandar embora
Pôr nos cornos da lua: elogiar muito
Pôr-se a pau: tomar cautela
Pôr-se ao fresco: livrar-se de responsabilidades
Pôr-se nas suas tamanquinhas: fazer valer a sua posição social
Pôr-se no piro: fugir
Prometer mundos e fundos: fazer promessas infundadas
Puxar o tapete: trair
Puxar os cordelinhos: controlar uma situação não abertamente
Riscar do mapa: fazer desaparecer
Sem rei nem roque: sem normas
Ser muito rodado: ser muito experiente
Ser unha com carne: ser íntimo
Tapar o sol com a peneira: tentar esconder uma coisa evidente
Ter uma pan: ter uma varia no automóvel
Ter uma pancada: ser doido
Ter unhas: ter capacidade
Tirar a água do capote: livrar-se de responsabilidades
Tirar o cavalinho da chuva: desenganar-se
Tiro e queda: certeiro
Toldado: bêbedo
Trazer água no bico: ter intenções não reveladas
Zarpar: sair de um lugar
Zé dos anzóis: alguém a quem a sociedade não dá importância
Zé-ninguém: idem