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União Europeia |

| SESSÃO 2 - PLANO SEMANAL |
| 1 - OBJECTIVOS |
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Esta sessão tem como objectivo a apresentação de alguns dos principais modelos pedagógicos subjacentes ao Ensino a Distância, com vista à sua posterior aplicação em contextos reais de aprendizagem. Assim, com base na apresentação das principais teorias pedagógicas da actualidade, com especial relevo para o construtivismo, será possível iniciar um debate contextualizado acerca das principais características pedagógicas potenciadas pelos ambientes de Ensino a Distância, tendo em vista os diversos tipos de actividades que neles podem ser implementadas. |
| 2 - CONTEÚDOS |
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TEORIAS DA APRENDIZAGEM
BEHAVIORISMO A teoria behaviorista concentra-se no estudo dos comportamentos que podem ser observados a partir das reacções do indivíduo a estímulos do meio ambiente. A mente é vista como uma caixa negra porque responde a estímulos que podem ser observáveis, ignorando totalmente a possibilidade de ocorrência de processos mentais. Consoante a resposta dada pelo aprendiz esteja certa ou errada, é-lhe fornecido um reforço positivo ou negativo. O objectivo é aumentar a probabilidade de ocorrência da resposta desejada no futuro. Assim, para o behaviorismo o conhecimento é visto como dado e absoluto, isto é, existe na realidade exterior e universalmente aceite. A aprendizagem é um processo passivo, sem interesse pelos processos mentais que ocorrem no aprendiz.
COGNITIVISMO Embora para a teoria cognitivista os processos mentais que ocorrem no aprendiz sejam o objecto de estudo principal, o conhecimento continua a ser visto como dado e absoluto, tal como acontece com o behaviorismo; a aprendizagem é o processo que cria na memória representações simbólicas da realidade exterior. Outro aspecto importante associado ao cognitivismo, derivado da teoria cognitiva de Piaget, é o respeito pelo estádio de desenvolvimento intelectual dos alunos, garantindo que as estruturas cognitivas destes estão preparadas para a aquisição de novos conhecimentos.
CONSTRUTIVISMO O construtivismo é uma filosofia de aprendizagem que se baseia na premissa de que nós construímos o nosso próprio conhecimento do mundo em que vivemos, reflectindo nas nossas experiências pessoais. Cada um de nós gera regras e modelos mentais, e utiliza-os para interpretar e atribuir significado às suas próprias experiências. A aprendizagem consiste, por isso, no processo de ajustamento dos nossos modelos mentais à acomodação de novas experiências. A aprendizagem construtivista baseia-se numa participação activa dos alunos na resolução de problemas e na exercitação do pensamento crítico, relativamente às actividades que acham relevantes e atraentes. Eles estão a construir o próprio conhecimento, testando ideias e aproximações baseadas no conhecimento que possuem e na experiência, aplicando-as a situações novas e integrando o novo conhecimento no pré-existente. A premissa fundamental do construtivismo é que o aluno constrói activamente o próprio conhecimento. Em vez de absorver simplesmente as ideias transmitidas pelo professor ou resultantes da prática repetitiva, o aluno é colocado a criar e a desenvolver as próprias ideias. Os construtivistas vêem a aprendizagem como o resultado de uma construção mental. Os alunos aprendem combinando a nova informação com a que já conhecem. A aprendizagem é também influenciada pelo contexto, atitudes e valores do aluno. O conceito chave do construtivismo é que a aprendizagem é um processo activo de criação, não de aquisição, do conhecimento. Embora existam muitas outras definições desta teoria, também conhecida pela segunda revolução cognitiva, todas elas partilham um conjunto de princípios básicos:
A essência do construtivismo é, pois, construir o seu próprio conhecimento, o qual é visto como relativo (nada é absoluto, varia de pessoa para pessoa) e falível (nada pode ser assumido como garantido). Um outro conceito importante do construtivismo é o suporte (scaffolding) – processo de guiar o aluno do que é presentemente conhecido para aquilo a conhecer. De acordo com Vygotsky, os alunos sentem dificuldades na resolução de problemas devido a três categorias de carências:
Esta última categoria é aquela que Vygotsky designa por Zona de Desenvolvimento Próxima – área de exploração cognitiva para a qual o aluno está preparado cognitivamente. Assim, o suporte permite aos alunos desempenharem tarefas que normalmente estariam aquém das suas capacidades sem a ajuda guiada.
APRECIAÇÃO PEDAGÓGICA DAS TEORIAS DA
APRENDIZAGEM O construtivismo apresenta uma visão do conhecimento diferente da visão exposta pelo behaviorismo e pelo cognitivismo. Para o construtivismo o conhecimento é uma construção pessoal que se realiza através do processo de aprendizagem. O conhecimento não pode ser transmitido de uma pessoa para outra, ele é (re)construído por cada pessoa. Cada aluno interpreta a realidade exterior baseando-se na sua experiência pessoal. Reflectindo na experiência individual, o aluno ajusta os seus modelos mentais para interrelacionar a nova informação com o seu conhecimento prévio. Desta forma, a realidade exterior é internamente controlada pelo aluno. Ele cria a sua própria interpretação da realidade com base na estrutura cognitiva que possui. Consequentemente, o objectivo principal da pedagogia é fomentar e orientar o processo mental que o aluno segue na interpretação da realidade.
CONSTRUTIVISMO – TEORIA DA APRENDIZAGEM ADEQUADA
A AMBIENTES DE APRENDIZAGEM ORIENTADOS PARA A INTERNET Os avanços técnicos recentes, particularmente a Internet e a World Wide Web, permitiram que a instrução seja concebida numa perspectiva construtivista. O hipertexto e a hipermédia possibilitam o desenho da instrução num formato não linear, permitindo diversificar as estratégias de aprendizagem, adaptá-las às necessidades educativas e envolvê-las em contextos cognitivos e sócio-culturais.
MODELOS PEDAGÓGICOS
Os modelos pedagógicos tradicionais, normalmente designados por Modelos Centrados no Formador, têm como objectivo principal uma mera transferência de informação do formador para o formando, recorrendo à utilização de métodos expositivos. O formando comporta-se de forma absolutamente passiva, enquanto que o formador possui todo o controlo sobre o processo de formação e sobre o próprio ritmo da aprendizagem. Por outro lado, nos Modelos Pedagógicos Centrados no Formando, toda a informação recebida é submetida a um processo de interpretação, conducente à construção de novas formas de conhecimento. O formando aprende ao seu próprio ritmo, interpretando os factos com base na sua experiência pessoal. O formador actua como um facilitador e orientador do processo de aprendizagem, proporcionando meios para o desenvolvimento de novas competências nos formandos. O outro modelo pedagógico, vulgarmente designado por Modelo Centrado no Grupo, baseia-se na implementação de ambientes de trabalho colaborativo, nos quais o conhecimento é construído com base na interacção entre todos os elementos do grupo de trabalho. Este modelo revela-se bastante adequado em contextos orientados para a pesquisa e para a resolução de situações problemáticas, onde o objectivo é apelar à criatividade dos formandos, no sentido de resolver situações com algum grau de complexidade. O formador tem como função facilitar a troca de informação e de conhecimento entre os formandos, intervindo nos debates e providenciando para que todos os formandos interajam mutuamente. Este modelo tende a ser adoptado progressivamente pelas mais variadas instituições de ensino e formação, visto que para além de atingir todos os objectivos propostos pelos modelos anteriores, desenvolve nos formandos uma maior criatividade, uma maior atitude crítica, fortalecendo o espírito de grupo e desenvolvendo capacidades de comunicação interpessoal. A figura seguinte mostra de forma resumida o modo como os diversos modelos pedagógicos usados no Ensino a Distância se relacionam com os diversos tipos de teorias seleccionadas.
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| 3 - ACTIVIDADES DA ACÇÃO |
| 3.1 - ACTIVIDADES PRESENCIAIS |
| Entre na ÁREA DA ACÇÃO - LIVRO DE PONTO de modo a que possa registar a sua presença nesta sessão. As presenças deverão ser registadas hora-a-hora, durante os seguintes períodos: 18H30 - 19H00, 19H30 - 19H45 e 20H30 - 20H45. Os formandos deverão preencher o INQUÉRITO DE AVALIAÇÃO INICIAL, localizado na área da AVALIAÇÃO. Este inquérito será enviado automaticamente para o e-mail do formador. Seguidamente aceda à SALA DE REUNIÕES (FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO SALA DE REUNIÕES), onde poderá contactar com o formador e com os restantes formandos inscritos na acção. Nesta área poderá esclarecer eventuais dúvidas e participar no desenvolvimento das seguintes actividades: Numa primeira fase terá lugar um debate na sala de reuniões da acção acerca dos seguintes temas:
Numa segunda fase, os formandos elaborarão uma aplicação dinâmica destinada à gestão de utilizadores, com vista a adquirir conhecimentos acerca da construção de páginas do tipo ASP (Active Server Pages). Para isso, os formandos deverão ter instalado no seu computador o software Macromedia Dreamweaver MX 2004, bem como o Microsoft Access. Os documentos de apoio à parte prática serão disponibilizados durante a sessão, nos MATERIAIS DA ACÇÃO. Para a leitura destes documentos, os formandos deverão ter instalado no seu computador o Acrobat Reader. |
| 3.2 - ACTIVIDADES NÃO PRESENCIAIS |
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Os formandos
devem publicar a sua PÁGINA PESSOAL
na área da acção, de acordo com os procedimentos indicados no documento
publicado nos MATERIAIS DA ACÇÃO. |