Se eu quisesse voltar à porta de entrada…  
 

Perto do fim do período, pensámos em apresentar em todas as turmas do 10º ano da escola, uma mesma actividade - a do cubo esburacado, penso que sugerida por um manual à Maria Santos. Tal não foi possível por razões que para aqui não são chamadas. O interesse era apresentar uma prova de avaliação (actividade para ser apreciada) que não pudesse ser confundida com aquilo a que se convenciona chamar "teste". As nossas dificuldades são grandes, até porque a decisão do departamento para avaliação em Matemática segue rigidamente(e bem!) o prescrito no programa acrescentada de limitações sérias (e mal?) ao tipo de trabalho que conta para as propostas de classificação a apresentar aos Conselhos de Turma. O documento definidor negociado no departamento exige que os trabalhos que contam para o fundamental da proposta têm de ser realizados individualmente e presencialmente, isto é, na sala de aula. Os restantes trabalhos (e no caso da minha turma, foram observadas e apreciadas mais de uma dezena de actividades iniciadas na aula e completadas em casa, de grupo, etc) só serviriam para confirmar ou infirmar a adequação da classificação ou classificações com o perfil específico e global de cada estudante. Fica patente que a diversificação dos instrumentos de avaliação combinada com as limitações impostas pela desconfiança (legítima? círculo vicioso?) não é compatível com a actual divisão em períodos (de 2 ou 3 meses).

Já agora, as imagens do problema dos
 cuboracos
Acabei por apresentar o problema da  comparação da capacidade de um recipiente cúbico com o volume
de um recipiente resultante do cubo após lhe serem retirados (por esburacamento :-)  prismas rectangualres de bases quadradas centradas nas faces do cubo
de partida, como actividade a ser realizada numa aula de desdobramento   (que saíu do que estava planeado por corte geral de energia). Não correu mal, embora me tivesse parecido que os estudantes estavam avisados para um dos aspectos do problema em que nem precisaram de pensar e que era suposto ser o nó do problema.

Fizemos muitas experiências para arranjar figuras que fossem esclarecedoras.  Aprendi uma série de coisas sobre possibilidades do desenho assistido por computador. Os desenhos aqui apresentados são dois dos muitos que a Cláudia Escaleira fez.  Estão sem cor, porque foram pensados para serem impressos e fotocopiados

 

Os estudantes experimentaram a comparação quando o lado do quadrado de abertura do buraco é metade da aresta do cubo. Depois experimentaram para o caso de ser a terça parte………

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


a prova modelo

O que é verdade é que me vi confrontado com a necessidade de aplicar uma prova de avaliação diferente,a exigir actividades de tipo completamente distintas do que é habitual, mas sendo realizadas em ambiente de sala de aula, individualmente, em tempo limitado, etc.

Chamo-lhe prova modelo (não porque seja modelo para ser seguido), mas porque gostaria de discutir os seus resultados, em particular, gostaria de ver outras pessoas a avaliar respostas dos alunos. Para isso, disponibilizo o enunciado (baseado na brochura - Geometria - matemática 10;ME/ DES - ), um texto com as respostas esperadas(por mim), e uma ou várias cópias de provas realizadas pelos alunos(se houver pedidos, claro!), como esta, por exemplo.

 

   
   

Exemplos de respostas dos alunos sobre a prova modelo