A Escola e a Sociedade da Informação - Que Pedagogias para o Século XXI
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E-Learning - 2/3 | ||||||||||||||||||||
| O porquê do e-learning
As organizações debatem-se actualmente
com um conjunto de problemas estruturais, nomeadamente na área da gestão
de recursos humanos. Estes problemas caracterizam-se por estarem
relacionados com a formação de pessoal, principalmente com os custos
associados a estratégias de formação credíveis.
A implementação de uma solução de e-Learning permite obter redução de custos associados com a formação, nomeadamente através de:
A definição de e-learning E-learning é
uma modalidade de ensino a distância que possibilita a auto-aprendizagem,
com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados,
apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação, utilizados
isoladamente ou combinados, e veiculado através da internet. Objectivos
Mudança Antes de ser considerado como um instrumental tecnológico com aplicabilidade pedagógica, deve-se considerar a influência cultural do E-learning devido à sua capacidade de contribuir para a mudança no paradigma corrente relativo ao processo ensino-aprendizagem. Diferente de uma simples disponibilização de cursos pela internet ou videoconferência, o E-learning refere-se à criação de hábitos de aprendizagem distintos daqueles incentivados pelo ensino presencial, principalmente no que diz respeito ao autodidatismo. A forte contribuição do E-learning para a mudança de paradigma educacional baseia-se na constatação de que a internet exige uma maior envolvência por parte do aluno, que deve conduzir a sua aprendizagem. No sistema presencial é notória a passividade do aluno em relação à condução do processo ensino-aprendizagem. Obstáculos Por mais paradoxal que possa parecer, diversas pesquisas indicam que os dois maiores obstáculos à disseminação do processo de e-learning são, primeiramente, o conservadorismo e acomodação quanto aos métodos tradicionais de aprendizagem e, segundo, a falta de hábito, de conhecimento, afinidade quanto ao uso das tecnologias utilizadas no e-learning. Crescimento De todas as modalidades de ensino a distância, o E-learning foi a que mais cresceu no último ano, com uma taxa de 50% de crescimento no mercado norte-americano. O ensino através de fitas VHS e CD ROM teve significativa queda no mercado no mesmo período. Essência Num programa de e-learning, o mais importante, segundo Marc Rosenberg, autor do livro "E-learning: strategies for delivering knowledge in digital age", é a qualidade dos conteúdos e o incentivo ao desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem permanente. Utilização O e-learning começou a ser utilizado mais na área tecnológica, para a aprendizagem de software. Actualmente, a sua principal utilização tem sido na área de gestão, incluindo todos os seus temas relacionados. Na área empresarial a sua utilização para a capacitação na área de vendas e atendimento ao cliente desponta numa das mais promissoras aplicabilidades. Na área do ensino tradicional, os cursos de formação complementar e pós-graduação são os que devem beneficiar com uma maior intensidade das estratégias de e-learning. Custos O custo do desenvolvimento de um programa de e-learning é significativamente maior, quando comparado ao seu similar na modalidade tradicional. Entretanto, uma vez implementado, a continuidade da difusão do conhecimento através do e-learning apresenta um custo muito menor do que no modo tradicional. O e-learning permite transmitir mais conteúdos para mais pessoas em menor tempo e com menor custo. Agilidade Os programas de e-learning permitem uma aprendizagem mais rápida do que os tradicionais pelo facto do aluno poder avançar no conteúdo segundo seu próprio ritmo. Além disto, o aluno pode estruturar seu tempo, com um maior aproveitamento deste. Alguns especialistas acreditam que os programas de cursos através de e-learning são mais bem elaborados, do ponto de vista da agilidade, do que os tradicionais. Contacto Humano Muitas críticas têm sido feitas ao e-learning quanto à ausência do contacto humano directo e as deficiências geradas por tal facto. Defensores do e-learning argumentam, entanto, que a aprendizagem baseada em tecnologia compensa a falta do contacto humano directo com a criação de comunidades virtuais que interagem através de chats, fóruns, emails, etc, enriquecendo o processo relacional de pessoas com o mesmo interesse, mas com diferentes visões e localizadas em distintas regiões ou países. Interactividade Diversas relações estão presentes nos programas de EAD (Educação distância) e com elas todas as dificuldades oriundas do processo interactivo. As principais formas de interacção são entre tutor e aluno, aluno e material instrucional, alunos e outros alunos, alunos e comunidade de especialistas. Considerando-se que o processo de E-learning realiza-se entre humanos, a interactividade, que deve ser considerada através das mediações pedagógicas, passa a exercer um papel crítico na aprendizagem efectiva. Quanto maior for a interactividade, maior será a qualidade da aprendizagem. Formato Os cursos através de E-learning não podem ser meras adaptações dos conteúdos ministrados em cursos presenciais. Textos muito longos devem ser transformados em diversas unidades menores de conteúdo e as formas com que estas unidades serão apresentadas deverão ser individualizadas a ponto de atender aos diferentes estilos de aprendizagem, geralmente utilizando interfaces interativas mais eficazes. O feedback dos alunos é um importante instrumento para auxiliar na formatação dos demais cursos.
Público-alvo O perfil, o nível e as necessidades do público-alvo devem orientar a elaboração do programa de E-learning. A pesquisa a respeito das características e das necessidades da clientela-alvo do curso ou programa fornecerá elementos que orientarão o planeamento do processo ensino-aprendizagem. Autodidactismo Tido como uma das mais almejadas conquistas possíveis na relação ensino-aprendizagem, o autodidactismo passa a ser o elemento chave dos programas de E-learning. Levando isto em conta, o planeamento dos programas de E-learning deve considerar, não só as características do público-alvo, mas também a forma com que este público adquire conhecimentos e desenvolve hábitos e atitudes de estudo e aprendizagem. Para promover e incentivar o autodidactismo, os conteúdos dos programas de E-learning devem considerar os conhecimentos anteriores do aluno e a sua experiência pessoal. Além disto, estes programas devem conter análises e sínteses, aplicabilidade dos conceitos, elementos motivadores e contextualização com os factos.
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