CONHECER  OLIVEIRA  DE AZEMÉIS

 

 

Oliveira de Azeméis situa-se na Região do Norte, pertence ao distrito de Aveiro e à Diocese do Porto e confronta a norte com os concelhos de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Arouca, a sul com Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, a nascente com Vale de Cambra e Arouca e a poente com Vale de Cambra e Arouca e a poente com Estarreja e Ovar.

É um concelho formado por 19 freguesias (1 cidade e 8 vilas, uma das quais foi sede de Concelho desde 1514 até 1854 – Bemposta, hoje Pinheiro da Bemposta, com área aproximada de 163Km2 e cerca de 75.000 habitantes.

Adormecida durante séculos na rotina da sua vida rústica, a velha ULVÁRIA tem uma história que remonta, pelo menos, a cerca de 3.000 a 2.000 anos a C., ou seja à idade Pré-História. A remota ocupação humana é ainda hoje testemunhada por diversos achados arqueológicos encontrados, por exemplo, nos crastos de Ul e Ossela.

A importância de Oliveira de Azeméis deveu-se sempre ao facto de se situar-se no eixo de ligação entre Lisboa e Porto, desde a via militar romana que ligava Lisboa a braga, de que é testemunho o Marco Miliário da Milha XII, descoberto em Ul, passando pela Estrada Real até à EN1 e IC2 dos nossos dias.

Do séc. VII, é alçaria e arraial de moçárabes e berberes que aqui se fixaram e desmantelaram a vida institucional anterior, assim como topónimos da área, hábitos típicos e o próprio traje regional. O próprio topónimo Azeméis tem uma etimologia que apela não só para uma colónia de almocreves, mas ainda para colonizadores árabes da família Azemede.

Do séc. X ao XV, Oliveira de Azeméis tem uma etimologia que apela não só para uma colónia de Almocreves, mas ainda para colonizadores árabes da família Azemede.

Do séc. X ao XV, Oliveira de Azeméis foi palco de lutas renhidas entre árabes e chefes militares leoneses e portucalenses, incluindo colonos adstritos aos mosteiros de Pedroso, Grijó e Cucujães, aos quais se deve o repovoamento e fundação de algumas povoações, o aproveitamento dos cursos de água locais para indústria de moagem e de irrigação das terras marginais e o desenvolvimento da já referida colónia de almocreves (Azemeles).

No período que vai do séc. XV ao XVIII, história de Oliveira de Azeméis ficou marcada pela doação, feita em 1518, pelo Papa Leão X à ordem de Cristo de um importante quinhão que pertencia ao Conde da Feira, D. Diogo Pereira, transformando-a, assim, em Comenda Real daquela Ordem, concedida depois a notáveis Comendadores que contribuíram, em parte para a sua ulterior emancipação municipal.

Só em 5 de Janeiro de 1799 foi elevada à categoria de Vila e sede do Concelho por D. Maria I. Com a reforma administrativa de Mouzinho da Silveira, em 1856, Oliveira de Azeméis passou a ser o concelho que é hoje, mercê também da extinção do concelho da Bemposta, o qual se estendia por algumas freguesias que, desta forma, passaram para o concelho de Oliveira de Azeméis, como o caso de Pinheiro da Bemposta, Palmaz, Loureiro Travanca, Macinhata da Seixa e Ul.

A 16 de Maio de 1984, é elevada à categoria de cidade, mercê do seu notável progresso, densidade demográfica e categoria das suas estruturas urbanas.

Actualmente, Oliveira de Azeméis é um concelho fortemente industrializado, produzindo sobretudo calçado, metalurgia e metalomecânica (com especial destaque para moldes para a indústria de plástico), plástico (com destaque para os componentes para a industria automóvel), produtos agro-alimentares (com destaque para os lacticínios), vidro, descasque de arroz, colçhões, confecções, cobres e loiças metálicas.

O concelho tem algum património edificado classificado: Cruzeiro do Pinheiro da Bemposta (Monumento Nacional); Pelourinho do Pinheiro da Bemposta, ponte da Pica, Capela da Nossa Senhora da Ribeira e seus Retábulos e Esculturas, Estação da Malaposta do Curval, Casa dos Corte-Real (ou Reis Vasconcelos), Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis (Imóveis de Interesse Público); Ponte do Salgueiro (Imóvel de Valor Concelho) e outro bastante interessante, de que se destacam as chamadas “Casas de Brasileiro”, principalmente em Oliveira de Azeméis, S. Martinho da Gândara e Cucujães, passando pelos Centros Históricos de Oliveira de Azeméis e de Pinheiro da Bemposta e pelas várias quintas e solares que se encontram um pouco por todo o concelho.

 

CAPELA DE NOSSA SENHORA DE LA SALETTE

 

A capela ocupa a parte alta do outeiro do Crasto ou do Calvário, a nascente da cidade.

Na procissão de penitência da igreja a este ponto, em 1870, resolveu-se a construção duma capela com a nova invocação; modesto edifício de tipo corrente que se veio a inaugurar em 1880.

A actual capela é já do primeiro quartel do presente século, segundo projecto do arquitecto portuense António Correia da Silva.

Composição arquitectónica muito equilibrada, do tipo usual do fim do último século e do começo do presente, estudada em base de inspiração medieval, executada em cimento, como só permitiam as verbas disponíveis.

Compõem-se de átrio, nave de três pequenos tramos e santuário poligonal de três faces. O átrio avança entre dois torreões, baixos, ficando acima, em plano recuado, larga rosácea e, dominando o vértice da empena, grande estátua da Virgem. A meio da cobertura geral, coruchéu de remate em pirâmide.

Em cada tramo, duas frestas emparelhadas. Nas do santuário vitrais policromos e figurativos; Na rosácea da fachada, outros mas só geométricos, com figuras ao centro; estes só da autoria de R. Leone (Lisboa, 1929), restauradas durante a década de 90 pelo professor da faculdade de Belas Artes do Porto João Aquino Antunes.

Na sacristia pequeno St.º António, de madeira, dos sécs. XVII – XVIII, repintado e comum.

Motivos no parque envolvente. Arborizado e ajardinado o antigo cabeço, tem-lhe juntado diversos motivos artísticos, desenhada pelo director dos jardins Municipais do Porto, Jerónimo Monteiro da Costa, em colaboração com seu filho José Monteiro da Costa, arquitecto paisagista.

Um chafariz. Obra decorativa do séc. XVII, de certo gosto, composta de tanque quadrilobado, a meio do qual emerge o pilar com taça de idêntico traçado, onde cai a água das quatro carrancas da urna superior. O remate é moderno e espesso, não podendo nós saber em quanto represente o antigo.

Colocaram à entrada um busto, de bronze, de Domingos Costa, assinado por Alípio Brandão; em frente à escadaria, um padrão dos centenários, da forma vulgarizada; deslocaram para a parte posterior o fontanário da antiga praça. Dizem que para este tinha sido aproveitada a coluna do antigo pelourinho, talvez só como material a tratar, pois que não dá aparência do antigo emprego.

Excelente local de lazer, o Parque de La-Salette está dotado de Piscina Municipal, uma Estalagem de 4 estrelas, um Parque de Campismo e cafés.

 

T R A D I Ç Õ E S

 

O folclore faz parte das tradições culturais das gentes de Oliveira de Azeméis.

As festas em honra de Nossa Senhora de La-Salette são as mais populares realizadas na cidade, em Agosto. No primeiro domingo de Agosto, o povo sai em romaria para dar cumprimento à promessa feita em 1870, quando num período de seca prolongada que fazia prever a breve trecho miséria e fome, a Santa ouviu as preces da população que, em massa, se dirigiu até ao Monte do Crasto, pedir ajuda divina. Aí o Abade da Paróquia, o Padre João José Correia dos Santos, sugeriu que nesse mesmo local se construísse uma capelinha em honra a Nossa Senhora de La-Salette. Segundo reza a tradição, muitos dos peregrinos de regresso às suas casas foram apanhados por uma chuva torrencial que pôs fim a tão horrenda seca. O povo agradecido ergueu assim este templo – a Capela de La-Salette. Um século depois do “milagre”, o voto não foi esquecido, e no primeiro domingo de Agosto, romeiros de toda a região assistem à procissão de velas, que constitui o ponto mais alto das festas, que prosseguem até ao domingo seguinte, dia da procissão de retorno do andor de Nossa Senhora de La-Salette à Capela com o mesmo nome.

O feriado Municipal é móvel pois recai na segunda Segunda-feira de Agosto.

 

G A S T R O N O M I A

 

Em Oliveira de Azeméis, as iguarias regionais são, entre outras, o Pão de Ul, as Papas de S. Miguel, o Arroz de Ossos de Suã (César), os Formigos Cesarenses, o Anho (Borrego) à Moda de Fajões, o Cabrito e a Vitela Assados, o Nação de Porco.

No que diz respeito à doçaria regional, as Queijadinhas de Cenoura, os Zamacois, os Beijinhos de Azeméis e os Caladinhos são as especialidades da região.

 

A R T E S A N A T O

 

O artesanato que pode ser encontrado em Oliveira de Azeméis é sobretudo a cestaria, as canastras, as cestas de tiras, as peças em cobre e as peças em vidro.

 

D E S P O R TO

 

Oliveira de Azeméis, é rica de tradição na prática do desporto, nomeadamente a nível do ténis. Os amantes desta modalidade encontram aqui uma das mais importantes provas do calendário internacional, o “Azeméis Ladies Open” e infra-estruturas de boa qualidade.

Oliveira de Azeméis é também um concelho marcado por provas e atletas de gabarito internacional nas modalidades de hóquei em patins (equipa na 1ª Divisão desde 1975), e do basquetebol (equipa na 1ª Divisão desde 1993). O Futebol é também uma modalidade importante e atractiva para os Oliveirenses, cuja equipa – Oliveirense – se encontra actualmente na 2ª Divisão B.

 

 

 

C O M É R C I O

 

Essencialmente concentrado no perímetro urbano da cidade, o comércio dito “tradicional” abarca quase todos os ramos de actividade, desde as ourivesarias, papelarias, sapatarias pronto a vestir, casas de desporto, discotecas, floristas, tabacarias, até aos estabelecimentos de restauração e bebidas.

 

I N D Ú S T R I A

 

Oliveira de Azeméis é um concelho fortemente industrializado, produzindo sobretudo calçado, metalurgia e metalomecânica (com especial destaque para os moldes para a indústria de plástico (com destaque para os componentes para a industria automóvel), produtos agro -alimentares (com destaque para os lacticínios), descasque de arroz, colchões, confecções, cobres e loiças metálicas.

Dentro dos seus limites alberga uma indústria variada e poderosa com crescentes índices de exportação; uma agricultura relativamente moderna onde a produção de leite ocupa um lugar cimeiro a nível nacional; a construção civil vive taxas de crescimento acima da média, sendo significativamente reduzido o desemprego comparativamente com as médias nacionais e de região.

Em Oliveira de Azeméis, o tecido empresarial conta com um parque hoteleiro devidamente equipado e preferencialmente vocacionado para o turismo de negócios e com alguns espaços destinados a seminários, feiras e outros eventos.