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(continuação) |
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Estratégias de utilização das TIC em contexto
escolar |
| Uma vista de olhos pelos programas
da educação básica e secundária permite constatar que a
inserção das TIC na educação constitui uma das preocupações
primordiais da escola actual tanto ao nível dos objectivos como
ao nível dos conteúdos, estratégias e domínios de referência.
Esta preocupação tem todo o sentido, uma vez que, assim, a
escola será obrigada a repensar as TIC, fazendo-se a sua
integração não como objecto de estudo em si, mas como recurso
para a realização e consolidação das aprendizagens. Ou seja,
tal como afirmou recentemente o Ministro da Educação, David
Justino, é
importante fazer com que o aluno se aproprie das TIC, mas
sobretudo fazer com que se produza educação através dessa
apropriação.
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Pensando na concretização da aprendizagem com recurso ao
computador, interessa pensar como devem ser planeadas as
actividades para a sua rentabilização e para uma mudança, de
facto, das interacções dos alunos entre si, com estes média,
com o professor, e até mesmo com a aprendizagem e com a escola.
O que acontece na escola portuguesa, de um modo geral, é que pode
haver salas equipadas com um número de computadores suficiente
para permitir uma utilização dos mesmos em pares ou grupos de 3
alunos. Essa é considerada a situação ideal uma vez que permite
uma utilização mais próxima do meio informático sendo os
aprendentes convidados a tomarem uma atitude interveniente, a
todos os níveis, podendo e devendo ser-lhes solicitadas
actividades que os levem a desenvolver a sua autonomia, a sua
capacidade metacognitiva e consequentes decisões sobre a própria
aprendizagem. |
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Referimo-nos aqui a utilizações do computador para
a realização de tarefas de aprendizagem, do tipo caça ao
tesouro ou webquest, por um lado, e para o trabalho autónomo do
género do desenvolvimento de portfólios ou resolução de
exercícios, por outro. |
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Mas mesmo considerando as escolas que possuem um número
limitado de computadores, ou um único ligado à Internet, como é
o caso de muitas escolas do 1º ciclo do ensino básico, é
possível fazer uma utilização do computador em que o aluno
participa efectivamente.
Para mencionar apenas alguns exemplos, é
possível estabelecer um intercâmbio virtual em que, cada dia, um
aluno diferente digita e envia a mensagem de correio electrónico
aos correspondentes não presenciais. Pode considerar-se
igualmente a situação em que estão a ser resolvidos exercícios
num computador ligado a um projector de dados. Também aqui, um
aluno, sempre diferente, no sentido de levar todos à
participação, resolve exercícios ou desenvolve a tarefa em
causa, eventualmente com o contributo dos colegas, servindo o
computador como proposta aliciante para a resolução dos
problemas e o projector como elemento aglutinador da atenção.
Trata-se, neste caso específico, de um recurso que permite
actividades mais envolventes e motivadoras aos olhos dos alunos.
Para além disso o computador ligado ao projector assume o aspecto
dum quadro mais colorido, mais atraente mais convidativo.
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O que interessa fundamentalmente é planificar actividades e
projectos nas quais o aluno intervenha activamente, estabelecendo
novas relações com o saber. O computador e a Internet não
asseguram, por si sós, a inovação. Devem tender a criar a
necessidade de trabalhar para determinado fim - aprendizagem
situada, contextualizada (Jacobs, 2003) - e com os outros, em
novas situações de partilha e aquisição do saber - comunidades
virtuais do conhecimento - de maneira a que se possa verificar uma
integração efectiva e continuada das TIC na escola.
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Fernanda Reis Mota
freismota@yahoo.com.br
Escola Secundária de Anadia
Maria de Fátima Flores
mfflores@prof2000.pt
Escola Secundária de Anadia
Maria José Loureiro
zeloureiro@prof2000.pt
Centro de Competência Nónio da Universidade de Aveiro
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| Bibliografia
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