Edição 4
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MANGUALDE

A Introdução das Novas Tecnologias nos Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo

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A questão da introdução da novas tecnologias de Informação e comunicação nas escolas do 1º ciclo e jardim de infância tem vindo ultimamente a ganhar uma grande actualidade e a despertar o interesse da comunidade educativa em geral e dos professores em particular.

As diversas declarações dos poderes públicos sobre as metas a atingir até 2003, um computador por cada 20 alunos, no que toca à colocação de computadores nas escolas do 1º ciclo, levaram aos professores algum optimismo, embora moderado, face a tão grande fartura (?).

Os diversos programas lançados nos últimos anos (Nónio Séc. XXI, Ciência Viva e outros) têm, aqui e ali, colocado as TIC ao alcance de algumas, poucas, escolas dos ciclos iniciais.

A expectativa de que “talvez seja agora” tem levado os professores a frequentar acções de formação em TIC e a participar em encontros e colóquios como este, ávidos de informação e crentes na concretização das intenções anunciadas. 

Como é evidente não estarão todos assim. E é bom que assim seja. 

Há entre os professores, como entre qualquer outra classe profissional, face a um objectivo de mudança, diversas categorias de disponibilidade: Desde os incondicionais, que pensam que as TIC podem ser a solução miraculosa para o problema da aprendizagem, aos aversivos que detestam tudo o que seja computadores. Esta diversidade, em si, nem é má. Permite-nos, até, ter uma dupla perspectiva daquilo em que estamos empenhados. 

Bons professores, com ou sem computadores , maus professores, com ou sem TIC, são já uma realidade por todo o país, e o problema não é, de certeza, do computador.

A verdade é que o computador, só por si, não é redutor das aprendizagens. Um bom professor com um computador pode ser melhor professor. Do mesmo modo que um mau professor com um computador também pode ser melhor. O problema é a utilização que lhe damos.

O computador pode servir para muitas coisas, na sala de aula. Pode ser quadro e caderno, manual e livro de fichas, enciclopédia e dicionário, lápis, borracha, caixa de cores, etc.

Quase podíamos dizer que o limite da máquina é o limite da nossa disponibilidade.

Naturalmente que nestes anos iniciais do Pré e do Pri o objectivo mais não é do que familiarizar os nossos alunos com um instrumento fabulosos de aprendizagem e comunicação. Escrever teclar desenhar, UTILIZAR.

E não nos assustemos com as palavras. 

Que o computador pode ser factor potenciador de aprendizagens, pode sim senhor.

Que o computador pode ser um auxiliar poderoso do professor e do aluno, pode sim senhor.

Que o computador pode ser uma preciosa fonte de informação e comunicação, pode sim senhor.

Mas que o computador pode ser um problema numa sala de aula, não deixando tempo para outras explorações criativas, também pode ser verdade.

Mas o problema, não é o computador.

Dentro da sala quem coordena, quem orienta, quem é professor, é, como sempre foi, O Professor.

É a ele que cabe balancear a sua utilização, como já faz em relação a todos os outros materiais, postos ao seu dispor.

No entanto, mesmo contando com a proverbial disponibilidade e empenhamento do professor, importa realçar a importância que neste momento se antevê para o uso de computadores na vida futura do aluno. E a obrigação que temos de, na medida das nossas possibilidades e das nossas capacidades, não os privar voluntariamente do acesso a este mundo extremamente apelativo que se lhes abre.

Com a orientação do professor, as aprendizagens na escola podem alterar-se significativamente.

E, a exemplo do que se referiu no início, é bom recordar que um bom aluno, com um computador, pode ser melhor aluno. E que um mau aluno, com um computador, também pode ser melhor.

 Carlos Espadana

(Professor do 1º CEB)

(Equipa do Centro de Competência “Entre Mar e Serra”)

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ENCERRAMENTO DO COLÓQUIO

Encerrando o colóquio tivemos o prazer da presença do Senhor Director Regional da Educação do Centro. Começou por salientar o papel da Engenheira Lusitana em todo este processo, apoiando, acelerando o processo, sendo indiscutível que as escolas muito devem a actividade da engenheira Lusitana. É que pôr computadores nas escolas é fácil, mas os computadores por si próprios pouco podem servir se não forem utilizados por quem deve e para o que devem fazer. Temos de dizer que este é um projecto exemplar no país e inovador em termos europeus. É invulgar um modelo que introduziu uma metodologia nova. Em vários serviços do ME olham com muito interesse e curiosidade este processo. Se conseguimos sucesso devemos torná-lo relevante e mostrá-lo até para servir de exemplo.
Salienta-se a importância da parceria criada - PTINovação, DREC, Centros de Formação, Escolas. Todos  aprenderam  a trabalhar em conjunto, com ritmos de trabalho elevados conduzindo a uma aprendizagem para todos e que certamente vai continuar. Novos projectos e parcerias ao serviço da escola e dos alunos e professores, dentro das novas tecnologias e da sua colocação ao serviço dos alunos.

1- A escola muda no sentido de uma maior aproximação àquilo que são as mudanças sociais

2- As novas tecnologias não sejam um gigantesco BIG Brother, mas que sejam utilizadas por forma a evitar a evitar alguns perigos da sua utilização.

Se conseguirmos tudo isto estaremos a fazer educação para a cidadania porque a questão da TIC é hoje transversal na sociedade - não deve haver info-excluídos - mas também temos de evitar um controlo excessivo.

Resumo da responsabilidade dos repórteres Ágora

 
 

COLÓQUIO
“As novas tecnologias ao serviço da educação”
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Intervenção da Engenheira Lusitana Fonseca - PT Inovação
*Resumo da responsabilidade dos repórteres Ágora

Há outros pontos para além das tecnologias. Há outras lógicas por detrás dos processos. Quem decide o que fazer a seguir são os professores, que têm de assumir formas de liderança, de autonomia e de direcção.
Aprender a definir caminhos em conjunto é um dos objectivos do projecto. Pode-se dinamizar mas há um momento em que é a confiança na inteligência dos outros que faz o processo avançar. O prof2000 é um programa nacional - deixou de ser um projecto. O Trends iniciou as suas actividades em 1996 e começou a formação de líderes em 1997 e era um processo experimental. Quase ninguém sabia nada sobre ensino a distância. Aprendeu-se a fazer formação a distância - fazendo. Termina em 1998 onde se encontra um modelo de formação que passa por uma rede de pessoas nas escolas que são os líderes. Um titulo sério, um perfil - um professor da escola, da comunidade, corajoso - tinha de fazer coisas que não sabia - solidário, intuitivo, que dinamiza a comunidade educativa, de qualquer área - línguas, português, educação física, economia..., mas tinha de ter apetência para aprender. (estender a rede, configurar pcs...

Depois foi passar a autonomia para as escolas. A escola deve ter capacidade para resolver os problemas, não pode estar à espera de uma empresa que venha reparar as máquinas e não pode estar à espera de sábios que venham resolver os problemas...é fundamental criar competências nas escolas para serem autónomos. Acreditar nos professores porque eles são bons.
É esse o segredo do êxito do Trends e do Prof2000 e não a tecnologia. O prof2000 é o maior sistema de formação a distância do país. 

O programa está em expansão, tem agora 85 escolas e 29 centros de formação do Porto a Setúbal.
E estas acções tiveram de sofrer todos os problemas burocráticos de creditação e de acreditação. Os próprios centros poderiam considerar isto uma ameaça. Foi preciso criar uma simbiose de energias nada se faz se não for numa base de confiança.

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O Prof2000 respeita todas as regras da formação contínua. O professor tinha 25 horas de formação síncrona e mais 25 horas para produzir materiais pedagógicos e aí a verdade é que o professor perdia muitas mais horas, 50 - 100 horas a investigar a pesquisar a criar páginas. Ainda no princípio se discutia que deveria existir primeiro uma acção sobre computadores e tecnologias e só depois a formação. Não foi esse o caminho. As acções são sobre áreas didácticas, utilizando os meios informáticos. As tecnologias eram um meio. Hoje podemos oferecer formação para o mundo inteiro em temas que localmente é difícil arranjar candidatos. Inicialmente os formandos agarravam-se ao líder mas depois ganhavam asas. Para o sistema de prova é importante que o líder possibilite um acompanhamento local. Aliás a prova do trabalho em rede é mais visível. Os formandos têm de publicar trabalhos, tem de mostrar a todos, tudo é visível. E por isso os formandos dedicam-se para mostrar o seu trabalho. O espólio produzido são mais de 23 mil páginas produzidas por professores. É urgente  fazer com que este acervo seja disponibilizado a todos os professores, tem de ser mostrado e classificado. 

Nº Professores registados : 3200 

Nº Documentos Web Criados : 23.500 

Nº Mails trocados por dia : 2.400 

Nº Páginas Web consultadas por dia : 5.000 

Nº Escolas e Líderes : 85 

Nº Centros de Formação : 29 

Nº Acções de Formação Acreditadas : 30 

Nº Formandos à Distância: 900 

Factores de Sucesso
Metodologia : Aprender /Fazer em equipa
pluridisciplinar 

Autonomia Técnica das Escolas com base nos
Líderes 

Ligação aos Processos no Terreno: CFAEs;
CCPFCP 

Qualidade dos Líderes, do Centro Treino e
Formadores 

Forte Ligação às Comunidades Educativas 

Facilidade, conforto, custo e acessibilidade da
Formação 

Oferta e Acesso globais às Acções de Formação 

Decisão rápida e descentralizada na DREC 

Apoio e formação técnica de alta qualidade:
PTinovação
 

Tudo está nas mãos dos professores. A PTinovação está a ganhar  porque está a aprender convosco.


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Versão para Windows Média Player

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