Edição 1 
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Tema desta edição: Gestão flexível do currículo

O número 1

A ÁGORA destina-se a ser um espaço de partilha, reflexão e informação feita por Professores para a comunidade de professores, em particular, e para as comunidades educativas em geral. Esta noção de espaço virtual projectado das diversas realidades geográficas, educativas e humanas constitui o património de uma teia de relações que se tornarão visíveis em suporte telemático. Do ponto de vista prático, a animação deste espaço estará a cargo das escolas Prof 2000 que definirão semanalmente um tema, razoavelmente oportuno e polémico, em torno do qual se explorarão diversas visões. Para sustentar esta ideia estarão disponíveis serviços permanentes criados especificamente para este efeito que permitirão:
* a publicação de artigos, entrevistas, referências, etc.
* conversas e debates em Forum
* trocas de opiniões com especialistas convidados em directo (Canal de irc)
* "medir" as sensibilidades na Sondagem da semana
* a partilha de Percursos na rede sobre o tema da semana.
Além desta base temática a ÁGORA terá um Observatório de educação como um "espaço" de actualidades aberto à participação das comunidades educativas (Associações de pais, Órgãos de gestão de escolas, Associações de professores, etc.)
A ÁGORA electrónica será sustentada por "nós", grupos 3 escolas, a quem caberá a tarefa de a tornar num espaço vivo. Cada "nó" será responsável pela ÁGORA por uma semana sendo substituído na semana seguinte por um novo grupo de escolas.



 

"Está em marcha uma revolução na educação portuguesa, uma revolução paradoxalmente lenta e gradualista nos modos, quase silenciosa, mas uma revolução mesmo assim pelas transformações que acarretará."

 

NOESIS nº 50 - Abr/Jun 1999 



Índice:

  • Educação em Evolução
  • Gestão Flexível do Currículo - um percurso no caminho da mudança
  • Despacho nº9590/99
  • Excertos do projecto da Escola Básica Integrada com J. I. de Pardilhó 
  • Opiniões
  • ... 

  • Sondagem:

    Entende que a gestão flexivel dos curriculos trará vantagens na prevenção do insucesso escolar? 

    Agenda:

  • XVIII Encontro de Professores de História da Região Centro

  • Escolas editoras:

    EB 1,2,3 de Pardilhó
    EB 2,3 de Ílhavo
    EB 2,3/S de Penalva do Castelo. 


    Contacto:

    agora@mail.prof2000.pt


    Se desejar receber por mail o jornal Ágora, preencha o seguinte:
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    EDUCAÇÃO EM EVOLUÇÃO

    MAIS FLEXIBILIDADE NO ENSINO BÁSICO
    ... 
    O documento prevê que a Educação para a Cidadania, Área de Projecto e Estudo Acompanhado em tempos lectivos que serão atribuídos ao director de turma, no primeiro caso, e a dois docentes, no segundo. A proposta aponta, ainda, para a inclusão obrigatória da segunda língua estrangeira no 3º Ciclo, o reforço do leque de opções nos domínios da educação artística e tecnológica, e o aumento das actividades de "enriquecimento curricular" nos domínios da educação física e desporto, artes, tecnologias e experimentação científica. 
    O texto questiona a noção de currículo, ... defendendo uma concretização "mais flexível" que requer, da parte do professor, "a procura de respostas adequadas às diversas necessidades e características de cada aluno, grupo de alunos, escola ou região". Às escolas e aos docentes deixa-se, assim, margem de manobra para, em respeito pelo currículo nacional, interpretar a melhor forma de o aplicar. 
    ... 
    Para além da organização das diversas áreas e disciplinas do currículo, é também reafirmada a autonomia das escolas para gerir as cargas horárias, os tempos lectivos e a distribuição do serviço docente, dentro de limites estabelecidos a nível nacional. Para o 1º Ciclo, propõe-se uma carga horária semanal de 25 horas e, para o 2º e 3º ciclos, um prolongamento do tempo lectivo, através de blocos de 90 minutos, com uma carga horária semanal à volta das 30 horas.
    Sérgio Vitorino - Jornal de Notícias - 28/03/2000
    REFORMAS NA EDUCAÇÃO CHEGAM AOS MAIS NOVOS 
    A educação para a cidadania, a realização de projectos que articulem os diversos saberes, aprender como se organiza um trabalho de fundo e a utilização de novas tecnologias passam a ser componentes obrigatórias do ensino básico. A frequência de disciplinas do domínio artístico no 3º ciclo e aulas de 90 minutos logo a partir do 2ºciclo são outras das alterações a introduzir com a revisão curricular do ensino básico, ou seja, do 1º ao 9º ano de escolaridade. 
    ... 
    O currículo ganha uma nova visão. Apesar de ser estabelecido um modelo nacional, os professores e a escola ganham um papel central na gestão curricular. 
    Mas apesar da autonomia dada aos estabelecimentos de ensino para organizarem o seu currículos há regras a cumprir. 
    ... neste processo não há alteração de objectivos, de programas ou de desenho curricular. Não há, portanto, mudanças de fundo no regime de avaliação, não há disciplinas novas ou eliminação de outras. 
     ... introduzindo-se uma área dirigida à aprendizagem de métodos de estudo e de trabalho e o reforço da educação para a cidadania. 
    Avaliações
    A proposta de revisão curricular não introduz ruptura no domínio da avaliação dos alunos. O documento destaca antes a necessidade de recurso a uma variedade de modos e instrumentos de avaliação ao longo de cada ano e ciclo. A avaliação deve, pois, ter em vista a evolução global dos alunos, mantendo como referência as aprendizagens e competências essenciais, quer as de natureza transversal, quer as que dizem respeito às diversas áreas e disciplinas. 
    Revisão imperativa
    A revisão curricular do ensino básico tornava-se imperativa. O diagnóstico da situação, que faz parte do preâmbulo da proposta de reorganização curricular, apontava sérios problemas na escola básica: “Era evidente a dificuldade de promover o cumprimento de uma escolaridade obrigatória de nove anos com sucesso para todos os alunos.” 
    O “exame” aponta para dispersão da rede no 1º ciclo e pelo isolamento e falta de condições de muitas escolas. Nos 2º e 3º ciclos persistem elevadas taxas de insucesso e de abandono. A consequência é a exclusão escolar e social, verificando-se uma grande dificuldade em lidar com a heterogeneidade dos alunos e a diversidade de situações. 
    Na nota introdutória, lê-se ainda que a deficiente articulação entre os três ciclos do ensino básico tem constituído um dos aspectos mais negativos do sistema educativo. 
    Novidades e obrigações 
    ... 
    A educação para a cidadania constituirá um espaço de diálogo e reflexão sobre experiências vividas e preocupações sentida pelos alunos, assim como sobre temas e problemas relevantes da comunidade e da sociedade. 
    O seu objectivo central é contribuir para a construção da identidade e o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos. 
    ... A área de projecto visa envolver os alunos na concepção, realização e avaliação de projectos, permitindo-lhe articular saberes de diversas áreas disciplinares em torno de temas de pesquisa ou de intervenção. Nos 2º e 3º ciclos, os tempos semanais destinados ao trabalho dos alunos nesta área serão atribuídos a dois professores da turma. 
    O estudo acompanhado visa promover a aquisição, pelos alunos, de métodos 
    de estudo e de trabalho que lhes permitam realizar com crescente autonomia a sua aprendizagem e desenvolver a capacidade de “aprender a aprender”.
    ...Nos 2º e 3º ciclos, os tempos semanais destinados ao trabalho com os alunos serão atribuídos a dois professores da turma. 
    As áreas de estudo acompanhado e de projecto são áreas privilegiadas para  aprender a utilizar tecnologias da informação e da comunicação. Este trabalho será orientado numa perspectiva simultaneamente de formação básica dos alunos e de apoio a todas as áreas e disciplinas do currículo.
    Graça Henriques - Correio da Manhã - 28/03/2000

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