Tema: "O direito ao sucesso na Escola"   
Moderado por: Dr. José Afonso Baptista - Direcção Regional de Educação do Centro 

 A progressão dos alunos faz-se geralmente de acordo com um de dois critérios: o volume de conhecimentos e o nível de desempenho, por um lado, ou o nível etário, por outro. Em muitos países, os alunos progridem por idades, logo não praticam a retenção; noutros, como Portugal, segue-se o primeiro critério, com todos os inconvenientes que daí decorrem: alunos de 7 anos misturados com alunos de 12, ou alunos de 12 misturados com os de dezasseis; abandono escolar precoce; exclusão escolar e social. 
Só há duas formas de regular a progressão: ou os alunos se adaptam às exigências da escola, através de exames de admissão e de frequência regulares; ou a escola se adapta às características dos alunos, criando cursos e currículos à sua medida ou, melhor, por medida. 
A partir do momento em que a escolaridade é obrigatória e é reconhecido o direito à diferença, não tem sentido reprovar e excluir os alunos. O direito ao sucesso decorre do direito à diferença e do direito a ter uma escolaridade adaptada às características individuais. 
A escola normalizada, igual para todos, não tem sentido neste quadro de referência. O papel da escola hoje é criar condições para o sucesso de todos, através de apoios educativos, currículos alternativos, orientação escolar e profissional. 
Progressão automática ? Sim, mas com regras. O aluno não progride para onde quer, mas para onde pode. Se não atingiu os níveis de desempenho desejáveis para um 10º ano regular, terá de ser encaminhado para um curso profissional adequado. 


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